Imagens tridimensionais ganham importância no tênis

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008 12:02 BRST
 

Por John Mehaffey

LONDRES (Reuters) - As imagens tridimensionais, que ajudaram a demonstrar que Oscar Pistorius, atleta que teve suas duas pernas amputadas na infância, recebe vantagens consideráveis das pernas artificiais de fibra de carbono que utiliza, se tornaram uma ferramenta importante para a melhora do desempenho atlético.

Na segunda-feira, o corredor sul-africano, que teve as pernas amputadas abaixo do joelho, não conseguiu licença para competir na Olimpíada de Pequim, que será realizada em agosto, e foi proibido de participar de competições contra atletas convencionais.

Cientistas da German Sport University, em Colônia, usaram uma scanner tridimensional e câmeras de alta velocidade para construir imagens que lhes permitissem comparar o desempenho de Pistorius ao de cinco atletas com pernas normais.

A ciência da biomecânica -que estuda a mecânica de estruturas animadas- já está sendo aplicada ao tênis.

David Fewtrell, professor de biomecânica esportiva na University of Central Lancashire, Inglaterra, é um dos especialistas envolvidos em acrescentar avanços biomecânicos aos mais recentes desenvolvimentos nos programas de nutrição e condicionamento que tornam os atletas atuais mais fortes e mais rápidos.

Fewtrell ajudou a construir um jogador de tênis biônico imaginário durante a Masters Cup da ATP em Xangai, no ano passado, combinando elementos como a coordenação motora do número um do mundo, Roger Federer, a determinação a agressividade do número dois, Rafael Nadal, e a potência do saque de Andy Roddick.

"O tênis é um dos esportes mais dinâmicos do mundo", afirmou Fewtrell em comunicado. "Os principais jogadores utilizam todos os recursos de seus mentes, bem como os de seus corpos, e são hoje em dia mais bem condicionados, velozes e fortes do que em qualquer momento do passado."

"Hoje, os jogadores de tênis se distanciaram imensamente de predecessores como Fred Perry, nos anos 30; por isso, com a ciência do esporte abrindo caminho a novos avanços, é possível que um jogador como a nossa hipótese biônica surja de forma concreta nos próximos 50 anos."