Jogue pingue-pongue ou alimente bebê em feira de robôs em Tóquio

quinta-feira, 29 de novembro de 2007 10:51 BRST
 

Por Yoko Kubota

TÓQUIO (Reuters) - Encontre um parceiro para um pingue-pongue de alta tecnologia, veja um paciente andróide se contorcer de dor e sinta as sensações da amamentação, mesmo que você seja homem.

Demonstrando cerca de mil robôs industriais e de serviço, a International Robot Exhibition de Tóquio confirmou que o Japão aprecia muito os andróides, os quais os fabricantes estão tentando adaptar às necessidades de uma população envelhecida e cada vez menor.

Funcionários da Yamazaki, uma produtora de artigos educacionais, estavam ocupados cuidando de quatro bebês robôs, que choram e arrotam. Os robôs, que custam 620 dólares, foram importados dos Estados Unidos e ajudam a ensinar alunos e futuros pais a cuidar de crianças pequenas.

"As oportunidades de ver crianças estão se reduzindo, na sociedade", disse Kaoru Nukui, da Yamazaki, se referindo à queda acentuada no índice japonês de natalidade, o que significa que muitas famílias japonesas têm apenas uma criança.

"A maneira pela qual os alunos tocariam um bebê seria completamente diferente, depois de eles verem, tocarem e conviverem com este 'bebê"', acrescentou ele, demonstrando em seguida como os homens podem sentir as sensações da amamentação, colocando no peito um sensor em forma de mamilo.

Perto, uma andróide de cabelos longos e pele clara, acomodada em uma cadeira de dentista, atraía os visitantes. O Simroid, um simulador de 635 mil dólares, foi desenvolvido como paciente experimental para estudantes de odontologia.

"Isso dói!", gritou a Simroid, se contorcendo e piscando quando um dos alunos pressionou demais seus dentes com uma ferramenta odontológica. O peito dela se mexia regularmente, como se estivesse respirando.

"Os antigos bonecos de estudo pareciam diferentes dos seres humanos, de modo que os alunos podiam ser um pouco descuidados", disse Satoshi Uzuka, do Nippon Dental University Hospital. "Agora, eles ficam tão tensos como se estivessem tratando um paciente real."   Continuação...