June 10, 2008 / 8:31 PM / 9 years ago

Provedores vão bloquear sites de pornografia infantil nos EUA

3 Min, DE LEITURA

Nova York (Reuters) - As operadoras Verizon, Sprint e Time Warner Cable fecharam acordo para bloquear os fóruns e sites norte-americanos que disseminam pornografia infantil, anunciou na terça-feira o secretário da Justiça do Estado de Nova York.

Esses provedores de acesso à Internet também fecharam acordo com Andrew Cuomo, o secretário da Justiça de Nova York, para contribuir com mais de 1,1 milhão de dólares que serão usados para ajudar as autoridades estaduais a combater a difusão da pornografia infantil. A notícia foi reportada inicialmente pelo New York Times na noite de segunda-feira.

As empresas concordaram em bloquear o acesso a fóruns e grupos de discussão que trafegam essas imagens em um dos mais antigos subcanais da Internet, conhecido como Usenet, e também bloquearão os sites que hospedam pornografia infantil.

O acordo afetará não só os consumidores de Nova York como os de todo o país.

"A onipresença da pornografia infantil na Internet é horrível, e é preciso pôr um fim a isso", anunciou Cuomo em comunicado. "Estamos enfrentando esse problema por meio de uma parceria com os provedores de acesso à Internet, que garantirá que eles não hospedem esse negócio imoral".

O gabinete dele informou que uma investigação sigilosa havia identificado que uma das grandes fontes de pornografia eram os grupos de discussão, um serviço online que não está associado a sites.

Os usuários podem utilizar tais grupos como fóruns de discussão, nos quais participantes podem subir e baixar arquivos ilícitos. A investigação descobriu 88 diferentes newsgroups que contêm um total de 11.390 fotos sexualmente lascivas de crianças pré-adolescentes.

Depois que os provedores de acesso inicialmente ignoraram as queixas dos investigadores, a secretaria estadual de Justiça ameaçou mover acusações de fraude e práticas de negócio enganosas contra elas. As empresas fecharam um acordo de cooperação depois de semanas de negociações.

Reportagem de Christopher Kaufman e Yinka Adegoke

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