Setor de música aposta em nova geração de celulares

segunda-feira, 12 de maio de 2008 12:42 BRT
 

Por Antony Bruno

DENVER (Reuters) - Talvez não haja aparelho que tenha exercido maior impacto sobre o uso de música em rede móvel do que o iPhone, da Apple . Embora apenas 6,7 por cento do total de usuários de celulares do mundo empreguem seus aparelhos para ouvir música, o total sobe a 27,9 por cento entre os usuários de celulares inteligentes e a notáveis 74,1 por cento entre os proprietários de iPhones, de acordo com a M:Metrics e a Billboard.

A maior parte da música ouvida, no entanto, é transferida de computadores, e não adquirida pelo celular e baixada sem fio. Isso pode mudar a partir da metade do ano, quando a Apple lançar o que muitos esperam seja uma nova versão de seu marcante aparelho, dotada de acesso de terceiro geração (3G) e alta velocidade às redes sem fio.

A empresa ainda não fez anúncio oficial, mas os sinais indicam um lançamento no começo de junho. A Apple já deixou de reabastecer os estoques do varejo com a versão atual do iPhone, o que, segundo os analistas, é sinal seguro de que a nova versão está para chegar. A Worldwide Developers Conference da Apple está marcada para 9 de junho, e o presidente-executivo Steve Jobs fará a principal palestra.

Os modelos de iPhone existentes se conectam a uma rede existente, mais antiga, mas compensam essa deficiência com o acesso a redes de Internet Wi-Fi, de velocidade mais elevada. As pessoas que usam o iPhone para baixar música do portal iTunes, por exemplo, devem usar essa conexão Wi-Fi. Embora certamente mais rápida do que as redes de celulares convencionais, uma rede Wi-fi oferece alcance menor.

A Apple vendeu mais de cinco milhões de iPhones em todo o mundo, mas muitos compradores conhecedores de tecnologia decidiram esperar uma versão 3G antes de comprar. Atualizar o iPhone para o padrão 3G é considerado crucial caso a Apple deseje cumprir sua meta declarada de vender 10 milhões de aparelhos este ano.

Mesmo que a Apple atinja a meta, o iPhone ainda assim representaria apenas cerca de um por cento dos celulares novos em operação. Para o setor de música, por mais significativas que sejam as porcentagens de uso musical do aparelho, o mais importante é que os concorrentes se sintam inspirados a atingir o mesmo patamar.