É arte, para a geração Facebook

sexta-feira, 25 de julho de 2008 17:57 BRT
 

Por Miral Fahmy

CINGAPURA (Reuters) - Se como muita gente em nosso mundo dominado pela tecnologia, você não consegue viver sem o Google, videogames, redes sociais e sites de redes sociais como Facebook, essa é a exposição de arte para você.

Por pouco mais de uma semana, a partir da sexta-feira, o "International Symposium on Electronic Art 2008", destacará 16 peças de arte que transformarão a tecnologia que todos usamos em nossa vida cotidiana em obras criadas para provocar reflexão sobre o estado do mundo em que vivemos.

"A tecnologia não funciona em um vácuo cultural", disse Gunalan Nadarajan, diretor artístico da ISEA08, à Reuters. "A cultura muitas vezes é a base a base do desenvolvimento tecnológico, mas esse é um relacionamento que nem sempre recebe o destaque devido."

O material exibido, em exposição no National Museum de Cingapura, foram selecionados por um júri internacional entre as peças submetidas em um concurso realizado em 2007.

Os artistas de mídia tinham de submeter propostas para obras que desejassem desenvolver e que se inspirassem nos cinco temas da ISEA08: se a tecnologia torna desimportante nossa localização física; como a tecnologia afeta nossa percepção da realidade; crowd sourcing como um fenômeno wiki; ciência "divertida"; e se a tecnologia eliminou ou não as fronteiras do planeta.

Os artistas escolhidos então passaram diversos meses em Cingapura, trabalhando com laboratórios locais de tecnologia, em uma experiência que, esperam os curadores, tenha servido para expandir as fronteiras da arte e da ciência.

Como seria de esperar, a maior parte das peças são interativas.

Por exemplo, "Civilization V", do Eastwood-Real Time Strategy Group, uma organização sérvia, é uma modificação dos jogos de construção de impérios da série "Civilization", que destacam a batalha pelo domínio entre sites cujo sucesso se baseia no número de usuários, e no qual, em lugar de pilhagem, os visitantes usam táticas como "chantagem emocional" e "bombardeio de amor".

"Acreditamos que essa exposição seja especialmente relevante hoje, no mundo do 'Facebook', onde não questionamos a tecnologia porque ela se integrou tanto às nossas vidas," disse Nadarajan.