Homem britânico conquista indenização por difamação na Web

quinta-feira, 3 de abril de 2008 16:00 BRT
 

Por Andrew Hough

LONDRES (Reuters) - Um executivo imobiliário britânico conquistou uma indenização recorde em um caso de difamação na Internet, na quinta-feira, em um dos primeiros casos britânicos de processo por assédio da parte de um rival de negócios.

Peter Walls, 55, de Sunderland, no norte da Inglaterra, disse à Reuters que a campanha de ódio de dois anos de duração havia sido um pesadelo e apelou por reformas na legislação para que casos como esse possam ser julgados mais rapidamente.

Walls, sua família, e mais de 30 funcionários de sua empresa foram sujeitos a "ataques cruéis e desagradáveis de difamação anônima", informaram os advogados do queixoso ao juiz David Eady, da alta corte britânica.

Como resultado, o presidente-executivo de uma imobiliária especializada em habitação social recebeu uma indenização recorde, no valor de 100 mil libras (198,7 mil), na quinta-feira.

A empresa de Walls, o Gentoo Group, e diversas outras pessoas não identificadas nominalmente receberão quase 20 mil libras em indenização, de acordo com informações recebidas pelo tribunal. "Foi um pesadelo", disse Walls, antigo membro do conselho executivo local, à Reuters, depois do caso.

"Não foi um único ataque, mas dias e dias de agressão, com a qual era muito difícil conviver", afirmou. "Trata-se de algo que intimida e assusta demais, e acredito que as pessoas que o fizeram estavam cientes disso," acrescentou.

Walls disse que sua família enfrentou dificuldades para enfrentar o problema.

A casa dele, hoje equipada com alarmes diretamente ligados à polícia, foi atacada repetidas vezes, e sua mulher, Caroline, 40, e os filhos do casal ainda temem por sua segurança.

O tribunal foi informado de que a campanha de dois anos de duração começou em abril de 2004, quando um concorrente de Walls, o proeminente empresário John Finn, criou, através da Pallion Housing, sua companhia, o site "Dad's Place."

Outras pessoas usaram o site, hoje fechado, seus fóruns anônimos e diversos boletins a ele associados para publicar diversas alegações falsas, de acordo com informações prestadas à corte.