Presidente da Intel defende empresa de acusações antitruste

terça-feira, 11 de março de 2008 11:21 BRT
 

Por David Lawsky

BRUXELAS (Reuters) - O presidente-executivo da Intel, Paul Otellini, chegou a uma audiência sigilosa na terça-feira para defender a maior fabricante mundial de chips de acusações de que a empresa teria abusado de seu domínio de mercado e usado descontos ilegais para prejudicar uma concorrente de menor porte.

As unidades de processamento central da Intel equipam 80 por cento do bilhão de computadores pessoais do mundo, e as máquinas restantes são acionadas por produtos da rival Advanced Micro Devices .

A Comissão Européia, braço executivo da União Européia, acusou a Intel de pagar fabricantes de computadores a fim de dissuadi-los de usar produtos AMD. A Intel diz que concorre de maneira dura contra a rival, mas que age de acordo com a lei.

Karen Williams, a funcionária que presidirá à audiência, não tomará decisão sobre a disputa entre as duas fabricantes de chips, mas reportará suas observações a Neelie Kroes, a comissária da Competição européia.

Kroes, que agiu contra a Microsoft por abusar de sua posição dominante no mercado e recentemente impôs multa de 899 milhões de euros (1,38 bilhão de dólares) à empresa, recomendará uma decisão final ao plenário da Comissão Européia.

Williams deve conceder à Intel quase todo o dia, na terça-feira, para contar seu lado da história e responder às alegações da comissão.

A Federal Trade Commission dos Estados Unidos e a Secretaria da Justiça de Nova York, que estão investigando possíveis violações das normas de competição pela Intel, estão representadas.

Williams dedicará a maior parte da quarta-feira a ouvir as demais partes interessadas no caso, entre as quais organizações de defesa dos consumidores como a BEUC, que congrega organizações européias do setor, bem como grupos individuais da Holanda, Espanha e França.

As organizações informaram ter recebido apenas um sumário da acusação, e que não haviam tido acesso à resposta da Intel; por isso, preferiram não expressar opinião sobre as alegações.