Entretenimento no carro? Leve o seu, dizem analistas

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008 10:30 BRST
 

Por Georgina Prodhan

LAS VEGAS (Reuters) - As pessoas que viajam de automóvel deveriam se acostumar a plugar seus equipamentos de entretenimento pessoais no carro, já que as marcas, exceto as de maior luxo, estão abandonando um esforço que durou décadas para incluir em seus modelos os mais recentes equipamentos de som e vídeo.

Protagonistas do setor dizem que as montadoras estão levando modelos novos ao mercado mais rápido do que no passado. No entanto, os bens eletrônicos de consumo mudam ainda mais rápido, de modo que os esforços das montadoras para elevar suas margens de lucro por meio da venda de aparelhos de ponta em seus veículos podem fracassar, porque esses aparelhos se tornam rapidamente obsoletos.

Ainda demora entre três ou quatro anos para colocar nas ruas um carro completamente reformulado, comparado a cerca de nove meses para que um novo aparelho eletrônico chegue ao mercado.

O carro do futuro terá carregadores, portas para iPods e sistemas de navegação, e até mesmo para conexão com a Internet, em lugar de um sistema de fábrica que ofereça todos esses recursos.

"Não quero outro fornecedor de serviços, não quero outra interface, não quero novidade", disse T. Russell Shields, presidente do conselho da Ygomi, que controla a Connexis, uma empresa que produz sistemas de comunicação para veículos. "Quero acesso ao serviço do mesmo jeito que tenho em casa ou no escritório."

O grupo de pesquisa de mercado iSuppli estima que os eletrônicos para automóveis crescerão em média sete por cento ao ano, e que o mercado movimentará 50 bilhões de dólares em 2012, ante 38 bilhões de dólares em 2006.

As montadoras recebem uma porcentagem desse valor, mas à medida que enfrentam dificuldades com a falta de crescimento nos mercados maduros, elas encaram com inveja o lucrativo mercado de acessórios, como os produtos da Pioneer ou Kenwood, instalados em carros depois que eles são vendidos.

Por medo de incluir em seus caros sistemas que não conquistarão sucesso, as montadoras em geral esperam cerca de um ano antes de incluir novos aparelhos e tecnologias em seus veículos.

(Reportagem adicional de Kevin Krolicki)