10 de Dezembro de 2007 / às 17:43 / 10 anos atrás

Ganhadores do Nobel dizem que ciência deve superar fronteiras

Por Sarah Edmonds

ESTOCOLMO (Reuters) - Os cientistas precisam romper fronteiras se desejarem encontrar soluções para algumas das maiores questões não resolvidas, disseram na sexta-feira alguns dos agraciados com o prêmio Nobel de 2007.

"Creio que esse será o grande desafio da ciência. A ciência passará por uma fusão. As fronteiras entre física, química e biologia desaparecerão cada vez mais", disse Gerhard Ertl, Nobel de química deste ano, em entrevista coletiva.

Ele afirmou que a pesquisa, igualmente, precisa transcender as fronteiras nacionais.

"A ciência é internacional. Não existe ciência chinesa, ciência alemã, ciência norte-americana. Isso significa que todo o livre intercâmbio de resultados entre os países é necessário", afirmou Ertl.

Os cientistas estavam na capital da Suécia para as celebrações da semana Nobel, que antecede a cerimônia solene em que receberão suas medalhas do rei da Suécia, na segunda-feira.

Leonid Hurwicz, co-premiado com o Nobel de economia e o mais velho homem a conquistar o prêmio, não comparecerá. Doris Lessing, que conquistou o Nobel de literatura, não poderá vir a Estocolmo por motivos de saúde.

Eric Maskin, da escola de ciências sociais do Instituto de Estudos Avançados, em Princeton, Nova Jersey, que conquistou o Nobel de economia com Roger Myerson, da Universidade de Chicago, e Hurwicz, da Universidade de Minnesota, declarou que o estudo da economia hoje abarca muitos campos distintos, da psicologia à ecologia.

"Acredito que esse seja o caminho do futuro", disse Maskin.

"Frequentemente vemos nossos esforços divididos em disciplinas muito estreitas --economia, antropologia, biologia evolutiva ou ecologia, mas essas são fronteiras artificiais. Não existe razão para manter a separação, e tenho esperança de que venha a desaparecer."

Myerson disse que importantes escolhas políticas, como a maneira de enfrentar o aquecimento global, dependeriam de diversas disciplinas.

"Não se trata apenas de um problema importante no mundo, que ganhou manchetes este ano com outro prêmio {Nobel) em Oslo, mas é um bom exemplo de como ciências físicas e ciências sociais se entrelaçam, e precisamos pensar sobre ambas", acrescentou.

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