Processo de acionistas da Apple é reformulado

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007 10:27 BRST
 

Por Gina Keating

LOS ANGELES (Reuters) - Os acionistas que estão processando executivos e membros do Conselho da Apple reformularam sua queixa para incorporar a decisão de um juiz no sentido de que algumas das alegações de fraude são antigas demais e de que a ação judicial continha detalhes escassos sobre os supostos delitos dos dirigentes da empresa.

A segunda reformulação no processo dos acionistas, apresentada na noite de quarta-feira em um tribunal federal de San Jose, acrescenta quatro exemplos adicionais de supostas alterações em datas de opções de ações concedidas a executivos e conselheiros da Apple.

O processo original foi aberto em junho de 2006.

A nova queixa registra os montantes obtidos por executivos da Apple com o exercício de opções de ações. A queixa estima o valor das opções de ações recebidas por Steve Jobs, o presidente-executivo da empresa, em mais de 1 bilhão de dólares.

O processo reformulado, cuja petição cresceu das 86 páginas originais para 153, também vincula o conselho da Apple de forma mais estreita às opções de ações concedidas aos executivos, alegando que o plenário do Conselho agia como comitê de remuneração da empresa ao assinar as opções com datas falsas de concessão.

A queixa também abandona alegações de fraudes financeiras cometidas antes de junho de 2001, depois que o juiz distrital Jeremy Fogel decidiu em julgamento no mês passado que essas queixas já estavam prescritas.

O processo continua a acusar os executivos e membros do Conselho de violação seus deveres em casos anteriores a 2001, alegando que a direção da Apple havia ocultado problemas até recentemente, disse Mark Molumphy, o principal advogado dos queixosos.

O processo movido por acionistas contra 13 executivos e membros do Conselho da empresa, tanto atuais quanto passados, solicita que todos os lucros obtidos de maneira ilegítima com essas atividades sejam restituídos à empresa.

(Reportagem de Gina Keating)