Yahoo luta para manter seu conselho e executivos

segunda-feira, 30 de junho de 2008 12:33 BRT
 

NOVA YORK (Reuters) - O Yahoo tentou nesta segunda-feira angariar o apoio dos acionistas à sua chapa para o conselho administrativo e à manutenção do atual comando da empresa, em meio a uma disputa pelo comando do grupo com o bilionário Carl Icahn, alegando que o investidor havia delineado um "plano mal definido" para o futuro do grupo.

O Yahoo detalhou seus motivos para rejeitar a oferta de 47,5 bilhões de dólares apresentada pela Microsoft para sua aquisição, e argumentou que as táticas de negociação da gigante de software causaram dúvida sobre a seriedade de seus esforços de tomada de controle, de acordo com uma apresentação aos investidores encaminhada à Securities and Exchange Commission (SEC) dos Estados Unidos.

Icahn apresentou uma chapa concorrente para a composição do conselho, e apelou pela demissão do co-fundador e presidente-executivo da empresa, Jerry Yang, antecipando-se à reunião anual de acionistas, marcada para 1 de agosto.

Ele afirmou que o grupo de Internet deveria se colocar à venda, ainda que a Microsoft tenha alegado que uma aquisição plena já não a interessa.

"Icahn está descrevendo incorretamente a maneira pela qual negociamos com a Microsoft", afirma o Yahoo em sua apresentação aos investidores. "Nosso conselho continua a ser o melhor e o mais qualificado grupo para maximizar o valor da empresa para os acionistas do Yahoo".

A empresa adotou tom semelhante em carta aos acionistas, na semana passada. Diversos grandes investidores do Yahoo afirmaram, na sexta-feira, que não estavam certos se apoiariam ou não Icahn em seu esforço de assumir o comando da empresa. Entre eles estava a Legg Mason Capital Management, a terceira maior investidora institucional no Yahoo.

No começo do mês, o Yahoo rejeitou uma proposta alternativa da Microsoft que envolveria a aquisição somente de suas operações de busca e de uma participação de 16 por cento na empresa por nove bilhões de dólares, além de pagamentos anuais pela publicidade.

Em lugar disso, seus dirigentes fecharam um acordo não exclusivo com o Google, um rival de maior porte, sobre a publicidade vinculada a buscas, que segundo o Yahoo elevará em 450 milhões de dólares o seu fluxo operacional de caixa no primeiro ano de vigência, e permitirá que ela reforce outras parcerias geradoras de caixa.

(Reportagem de Michele Gershberg)