13 de Fevereiro de 2008 / às 18:49 / 10 anos atrás

Tecido de microfibra produz a própria eletricidade, diz estudo

Por Julie Steenhuysen

CHICAGO (Reuters) - Cientistas dos Estados Unidos desenvolveram um tecido de microfibras que gera sua própria eletricidade, em volume suficiente para recarregar um celular ou garantir que um pequeno aparelho de MP3 nunca esgote sua bateria.

Caso utilizado para produzir uma camisa, o tecido poderia gerar energia com a mais leve das brisas, ou se o usuário do traje simplesmente caminhasse um pouco, eles reportaram na quarta-feira em estudo publicado pela revista Nature.

"O nanogerador feito de fibras seria uma maneira simples e econômica de coletar a energia gerada pelo movimento," afirmou Zhong Lin Wang, do Georgia Institute of Technology, que comandou o estudo, em comunicado.

O nanogerador aproveita as propriedades condutoras dos nanofios de óxido de zinco -fios minúsculos, com espessura mil vezes inferior à de um cabelo humano- incorporados ao tecido. Os fios são unidos na forma de pares de estruturas microscópicas de formato semelhante a escovas, como as escovinhas usadas para limpar mamadeiras.

Uma das fibras em cada par está revestida de ouro e serve como eletrodo. Quanto as cerdas se roçam por força do movimento do corpo do usuário, os fios convertem a força mecânica em eletricidade.

"Quando um nanofio se dobra, isso tem um efeito elétrico", declarou Wang em entrevista telefônica. "O que o tecido faz é traduzir o movimento mecânico do corpo em forma de eletricidade."

A equipe dele produziu o nanogerador revestindo as fibras primeiro com um polímero e depois com uma camada de óxido de zinco. O composto foi mergulhado por 12 horas em uma solução reativa, que encoraja os fios a se multiplicar, revestindo as fibras.

"Eles crescem automaticamente na superfície das fibras", disse Wang. "Em princípio, qualquer fibra condutiva pode ser usada."

Os cientistas acrescentaram uma segunda camada do polímero para impedir que o óxido de zinco fosse removido por atrito. Por fim, recobriram algumas das fibras com uma finíssima camada de ouro, metal que age como condutor.

Para garantir que toda a fricção não gerasse apenas eletricidade estática, eles conduziram diversos testes. As fibras só geravam corrente quando as cerdas de ouro e as de óxido de zinco roçavam umas nas outras.

Wang diz que até agora os pesquisadores demonstraram o princípio e criaram um pequeno protótipo.

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