Comcast notificada de investigação sobre bloqueio de tráfego

terça-feira, 15 de janeiro de 2008 12:18 BRST
 

NOVA YORK (Reuters) - A Comcast anunciou ter recebido na segunda-feira duas notificações da Federal Communications Commission dos Estados Unidos sobre a investigação de alegações de que a operadora de cabos bloqueia certas formas de tráfego e aplicativos em suas redes.

A FCC está solicitando comentários em resposta a queixas da Vuze e do Free Press, um grupo de defesa da liberdade de imprensa, em Washington.

Kevin Martin, presidente da FCC, disse a jornalistas em 9 de janeiro que a agência investigaria alegações de que a Comcast bloqueou o acesso a serviços de troca de arquivos como o BitTorrent, que são usados para distribuir arquivos digitais de grande porte, como filmes ou programas de TV.

A Comcast, maior operadora norte-americano de TV a cabo e segunda maior provedora de acesso de alta velocidade à Internet no país, com mais de 11 milhões de assinantes, vem refutando repetidamente as alegações de que bloqueia certas modalidades de tráfego ou aplicativos de Internet.

A companhia informou que emprega tecnologia de gestão de banda que pode retardar a transferência de arquivos, em sua rede, mas que não os bloqueia.

"Acreditamos que nossas práticas estejam em conformidade com as declarações de política da FCC quanto à Internet, sob as quais a comissão reconhece claramente que práticas razoáveis de gestão de rede são necessárias para o bem de todos os clientes", informou a empresa em comunicado.

A Vuze, uma empresa que oferece uma plataforma para mídia digital, solicitou que a FCC esclareça o que "práticas razoáveis de gestão" significam para as operadoras de banda larga, e que estabeleça que elas não permitem que as operadoras bloqueiem, degradem ou discriminem o uso de aplicativos de Internet legítimos.

A FCC também está solicitando comentários públicos sobre uma queixa separada, baseada em uma alegação de que operadoras de telefonia móvel estão bloqueando mensagens de texto "controversas."

A queixa se baseia principalmente em um incidente do ano passado, no qual a Verizon Wireless negou a um grupo que defende o direito ao aborto o direito de estabelecer um sistema coletivo de mensagens de texto entre os integrantes do grupo, usando sua rede.