Dados bancários roubados ficam mais baratos na Web

terça-feira, 15 de julho de 2008 14:21 BRT
 

Por Mark Trevelyan

LONDRES (Reuters) - Os preços cobrados pelos cibercriminosos que vendem detalhes bancários e de cartões de crédito roubados caíram acentuadamente, à medida que cresce o volume de informações em oferta. A baixa dos preços força os bandidos a procurar por outras maneiras de reforçarem suas receitas.

Pesquisadores da Finjan, uma empresa de segurança na Web, disseram que os altos volumes negociados fizeram com que as informações sobre bancos e cartões de créditos se tornassem "commodities" --detalhes sobre identificações bancárias que no passado chegavam a valer 100 dólares ou mais agora são vendidos por entre 10 e 20 dólares.

Em sua mais recente pesquisa trimestral de tendências na Web, a empresa sediada na Califórnia afirmou que o cibercrime evoluiu e se tornou "uma economia paralela importante, governada por regras e lógica empresarial que se assemelham bastante às do mundo dos negócios legítimos".

Yuval Ben-Itzhak, vice-presidente de tecnologia da Finjan, em Israel, afirmou em entrevista por telefone que novos tipos de dados roubados vinham obtendo ágio, recentemente, como informações sobre produtos e serviços de saúde patenteados que podem ser usadas em fraudes de seguros ou para adquirir e vender medicamentos ilicitamente.

Outros dados vendidos com ágio incluem informações de negócios, arquivos de pessoal de empresas e emails comerciais interceptados.

O relatório da Finjan, baseado em parte em contatos que a empresa estabeleceu com cinco grupos que comerciam dados roubados online, descreve uma hierarquia criminosa semelhante à da máfia, na qual os líderes operam como empresários e geralmente deixam os ataques online aos subordinados.

Um "vice-líder", ou segundo em comando, fornece o software de cavalo de tróia usado para lançar os ataques. Os subordinados que os executam são pagos de acordo com o número de infecções promovidas e com o país de origem dos computadores infectados.

"Revendedores" colocam os dados financeiros roubados à venda, posteriormente, da mesma maneira que um receptador comercia com objetos roubados.   Continuação...