15 de Julho de 2008 / às 17:25 / 9 anos atrás

Dados bancários roubados ficam mais baratos na Web

Por Mark Trevelyan

LONDRES (Reuters) - Os preços cobrados pelos cibercriminosos que vendem detalhes bancários e de cartões de crédito roubados caíram acentuadamente, à medida que cresce o volume de informações em oferta. A baixa dos preços força os bandidos a procurar por outras maneiras de reforçarem suas receitas.

Pesquisadores da Finjan, uma empresa de segurança na Web, disseram que os altos volumes negociados fizeram com que as informações sobre bancos e cartões de créditos se tornassem "commodities" --detalhes sobre identificações bancárias que no passado chegavam a valer 100 dólares ou mais agora são vendidos por entre 10 e 20 dólares.

Em sua mais recente pesquisa trimestral de tendências na Web, a empresa sediada na Califórnia afirmou que o cibercrime evoluiu e se tornou "uma economia paralela importante, governada por regras e lógica empresarial que se assemelham bastante às do mundo dos negócios legítimos".

Yuval Ben-Itzhak, vice-presidente de tecnologia da Finjan, em Israel, afirmou em entrevista por telefone que novos tipos de dados roubados vinham obtendo ágio, recentemente, como informações sobre produtos e serviços de saúde patenteados que podem ser usadas em fraudes de seguros ou para adquirir e vender medicamentos ilicitamente.

Outros dados vendidos com ágio incluem informações de negócios, arquivos de pessoal de empresas e emails comerciais interceptados.

O relatório da Finjan, baseado em parte em contatos que a empresa estabeleceu com cinco grupos que comerciam dados roubados online, descreve uma hierarquia criminosa semelhante à da máfia, na qual os líderes operam como empresários e geralmente deixam os ataques online aos subordinados.

Um "vice-líder", ou segundo em comando, fornece o software de cavalo de tróia usado para lançar os ataques. Os subordinados que os executam são pagos de acordo com o número de infecções promovidas e com o país de origem dos computadores infectados.

"Revendedores" colocam os dados financeiros roubados à venda, posteriormente, da mesma maneira que um receptador comercia com objetos roubados.

Em conversas online com revendedores, pesquisadores da Finjan receberam ofertas de dados roubados em forma de cardápio, com os cartões de crédito corporativos, ouro e platina obtendo os maiores preços.

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