September 3, 2008 / 1:37 PM / 9 years ago

Boatos sobre Palin mostram influência dos blogs na eleição

3 Min, DE LEITURA

Por Andy Sullivan

WASHINGTON (Reuters) - Nos blogs, só se fala em Sarah.

A equipe do candidato republicano John McCain talvez deplore as centrais de boatos online que a forçou a anunciar a gravidez da filha de 17 anos de Palin, que foi anunciada na sexta-feira como companheira de chapa de seu candidato.

Mas os especialistas têm apenas um conselho, que talvez não agrade muito: podem se acostumar com isso.

"No passado, um rumor passava pela sua mesa e você pensava que era tão absurdo que nem valia a pena responder", disse o estrategista republicano Todd Harris, ex-porta voz de McCain. "Mas hoje é preciso reagir vigorosamente contra quase todos os boatos e rumores."

O anúncio de Palin prejudicou os planos cuidadosamente orquestrados do comando da campanha McCain para introduzir a governadora, pouco conhecida, por meio de um importante discurso na quarta-feira. A situação em lugar disso levou jornalistas e blogueiros a investigar mais a fundo os antecedentes de Palin e a questionar a sabedoria da escolha de McCain.

"Isso provavelmente antecipou o problema para antes do momento em que eles pretendiam divulgar a informação", disse David All, consultor de comunicações do Partido Republicano.

Palin anunciou a gravidez de sua filha para afastar boatos de que seu filho mais novo, de cinco anos, seria de fato filho da adolescente.

O adversário de McCain na eleição de novembro, o democrata Barack Obama, também teve de batalhar contra a fábrica de boatos da Internet. O comando da campanha de Obama estabeleceu um site no qual rebate às informações falsas, difundidas via e-mail, de que ele seria muçulmano ou teria sentimentos hostis para com os Estados Unidos.

Os blogs desempenharam papel significativo na eleição de 2004, mas em 2008 novas formas de comunicação passaram a ter efeito importante. Obama difundiu suas mensagens junto aos jovens eleitores usando mensagens de texto e sites de redes sociais como o Facebook, enquanto os discursos incendiários de seu ex-pastor, o reverendo Jeremiah Wright, foram veiculados com destaque no site de vídeos YouTube.

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