Novos empresários da Web estão certos que encontrarão um lar

segunda-feira, 22 de outubro de 2007 16:05 BRST
 

Por Michele Gershberg

SAN FRANCISCO (Reuters) - De um organizador online de viagens a um jogo de precificação de imóveis, as idéias dos mais novos empresários da Web continuam a encontrar ouvidos atentos.

Empresas iniciantes que participaram da Web 2.0 Summit, na semana passada, exibiram confiança em que a Internet se havia tornado um lar grande o suficiente, com centenas de milhões de usuários, para que muitos de seus projetos encontrem mercado.

Embora os céticos questionem a possibilidade de que o Vale do Silício esteja uma vez mais à beira de um estouro de bolha, os veteranos dizem que não duvidam mais da força fundamental da Web --ainda que o índice de insucesso seja elevado entre as novas empresas virtuais.

Executivos de algumas das maiores empresas do mundo vieram não só procurar novas oportunidades mas cortejar a aprovação da elite da Web. Randall Stephenson, presidente-executivo da AT&T, por exemplo, estava ávido por demonstrar como sua empresa estava caminhando rapidamente em direção aos serviços de Internet, para compensar o declínio de sua base de usuários de telefonia tradicional.

"Todos nós desejamos exatamente a mesma coisa. Queremos que a Internet floresça", disse Stephenson aos espectadores em San Francisco. "Desejamos que ela cresça rápida e drasticamente."

O ano de 2007 foi um momento altamente positivo para muitas empresas de Internet, a começar da consolidação do setor de tecnologia para publicidade online, em transações avaliadas em 10 bilhões de dólares, e passando pela cotação de 600 dólares atingida pelas ações do Google, o líder do setor de buscas na Web.

Em um ano, os observadores de Wall Street elevaram o valor estimado do site de redes sociais Facebook de 1 bilhão para espantosos 15 bilhões de dólares.

"A velocidade da criação de empresas se acelerou, e a competição no setor é muito intensa. O índice de sucesso não será elevado", disse Steve Case, fundador do provedor de acesso America Online e hoje presidente-executivo de uma nova empresa de pagamentos via Internet, a Revolution Money.

"Vinte e cinco anos atrás, estávamos sonhando com um dia como hoje, no qual a Internet seria vista como permanente."