Eletrônicos mais ecológicos, mas resta muito a fazer--Greenpeace

quarta-feira, 5 de março de 2008 15:33 BRT
 

HANOVER, Alemanha (Reuters) - Os bens de consumo eletrônicos estão se tornando mais ecológicos, mas os fabricantes ainda precisam fazer muito para eliminar as substâncias perigosas dos computadores e celulares, e torná-los mais eficientes em termos energéticos, disse o Greenpeace.

Em pesquisa divulgada durante a feira de tecnologia de informação CeBIT, em Hanover, Alemanha, o Greenpeace elogiou os notebooks e celulares da Sony, Sony Ericsson, Nokia e Apple.

"Já testemunhamos a chegada de produtos mais ecológicos ao mercado, como o novo laptop da Apple, o MacBook Air, e o novo celular da Nokia, o Evolve", disse Yannick Vicaire, do Greenpeace, que trabalha para a campanha internacional de combate aos produtos tóxicos.

"Os fabricantes ainda têm muito a avançar, mas eles cada vez mais vêm considerando com seriedade o impacto de seus produtos no meio ambiente," acrescentou.

O Greenpeace testou 37 produtos de 14 grandes fabricantes de eletrônicos, que os selecionaram entre seus artigos mais ecológicos, e concordaram em autorizar testes. O grupo deu notas aos produtos por substituição de substâncias tóxicas, eficiência energética e possibilidade de reciclagem.

Os três produtos mais bem classificados -o notebook Sony Vaio TZ11, o celular Sony Ericsson T650i e o organizador pessoal Sony Ericsson P1i- conquistaram, cada qual, pouco mais da metade do máximo permissível de pontos.

A Microsoft e a Nintendo são duas das empresas que se recusaram a participar, e o Greenpeace informou que nenhum dos fabricantes de consoles de videogames submeteu produtos ou os enviaram tarde demais para inclusão.

O Greenpeace afirmou que sua pesquisa, iniciada em 2006, não era de forma alguma abrangente o bastante para ser usada como guia ecológico de consumo.

Zeina Al-Hajj, da campanha do Greenpeace contra produtos tóxicos, disse que o grupo ambiental estava conversando extensamente com os fabricantes de eletrônicos. "Estamos assistindo a um diálogo", declarou ela em entrevista coletiva na CeBIT.

Al-Hajj disse que era hora de o debate sobre a tecnologia da informação ecológica, um tema recorrente na CeBIT e em outras feiras tecnológicas do ano, começar a produzir resultados mais concretos do que alguns produtos isolados, de demonstração.