Investidor do Yahoo quer compromisso entre conselho e Icahn

segunda-feira, 16 de junho de 2008 13:03 BRT
 

Por Anupreeta Das

SAN FRANCISCO (Reuters) - Eric Jackson, um investidor dissidente do Yahoo, instou os demais acionistas do grupo nesta segunda-feira a votar por um conselho que compreenderia cinco dos diretores existentes e quatro novos nomes apontados pelo investidor bilionário Carl Icahn em sua chapa alternativa.

Jackson, que comanda um grupo de investidores que detêm 3,2 milhões de ações do Yahoo, disse que embora ele apoiasse Icahn plenamente, reconhecia que outros grandes acionistas poderiam não fazê-lo. Por isso, ele propôs uma "terceira opção" para criar um novo conselho que atenda melhor às preocupações dos acionistas.

Icahn, que controla mais de quatro por cento das ações do Yahoo, lançou uma batalha em maio a fim de derrubar o conselho da empresa, depois de ver rejeitada a oferta da Microsoft pela aquisição da companhia.

"Nenhuma das duas chapas que estão disputando eleição é capaz de garantir que a Microsoft retornará às negociações com uma oferta pelo Yahoo", afirmou Jackson em comunicado. "Devemos aceitar essa realidade e selecionar um conselho que faça o melhor trabalho na situação atual (por mais desagradável que esta seja)".

Ele acrescentou que "eu preferiria que Icahn vencesse claramente, mas estou apresentando essa 'terceira opção' porque temo que diversos grandes acionistas tenham dúvidas sobre a capacidade operacional de Icahn e de sua equipe".

Jackson disse que sua proposta se dirigia aos grandes acionistas do Yahoo, entre os quais Capital Research, Legg Mason e Vanguard, bem como a empresas que assessoram acionistas, como a RiskMetrics e a Glass Lewis.

Jackson se tornou o astro da assembléia anual de acionistas do Yahoo em 2007 ao acusar o então presidente-executivo e do conselho, Terry Semel, de administrar mal a empresa e de não fazer mais para reanimar os preços das ações, que estavam em queda. Ele também liderou uma campanha contra os diretores indicados para o conselho, e obteve um forte voto minoritário contra a reeleição de Semel, que se demitiu de seus cargos na empresa pouco mais tarde.