11 de Junho de 2008 / às 12:38 / 9 anos atrás

Cisão da Telmex gera caixa para aquisições

Por Chris Aspin

CIDADE DO MÉXICO (Reuters) - Os investidores receberam positivamente a Telmex Internacional no mercado de ações mexicano, nesta terça-feira, avaliando a empresa cindida da gigante de telecomunicações Telmex em cerca de 16 bilhões de dólares. A nova empresa controlará os ativos sul-americanos do grupo do bilionário Carlos Slim.

A empresa nasce com caixa suficiente para uma estratégia de aquisições. Segundo Carlos Slim Domit, presidente do conselho da nova companhia, ela tem cerca de 400 milhões de dólares para crescer na América do Sul.

As ações da Telmex Internacional subiram em 4,7 por cento, para 8,70 pesos, enquanto as ações da companhia original, a Telmex, que mantém o controle das imensas, mas maduras, operações mexicanas do grupo, caíram 1,5 por cento, para 13 pesos.

A Telmex Internacional, que controlará operadoras de TV a cabo e provedores de acesso à Internet no Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, Equador e Peru, tem potencial de crescimento maior que o da Telmex, aos olhos dos investidores.

Criar a Telmex Internacional oferece aos investidores mais escolha entre uma nova empresa cujos planos envolvem expansão pela América do Sul e a matriz Telmex, uma gigante mais lenta que ainda assim propicia dividendos e lucros sólidos.

Como parte da cisão, a Telmex vai manter parcela superior à que deveria da dívida combinada de 10 bilhões de dólares dos dois grupos, o que liberará a Telmex Internacional para adquirir mais empresas na América do Sul.

A Telmex controla 90 por cento do mercado de telefonia fixa do México, e seus lucros no país são saudáveis. Mas a crescente competição a forçou a congelar seus preços nos últimos oito anos.

O antigo monopólio estatal também enfrenta crescente escrutínio da comissão antitruste mexicana.

Embora tenha situação melhor que a da matriz mexicana, a Telmex Internacional ainda enfrenta forte concorrência na América do Sul, e deve obter menos sucesso que a América Móvil, empresa de celular que Slim separou da Telmex em 2001.

A América Móvil, que no Brasil controla a Claro, se tornou a maior operadora de telecomunicações da América Latina, com alta de 800 por cento em suas ações, desde o lançamento.

A operadora de telefonia brasileira Embratel, de longe o maior ativo da Telmex Internacional, obtém metade de sua receita das ligações interurbanas, um segmento parado em função da estagnação das margens de lucro causada pela melhora na tecnologia de Internet. BRASIL NÃO É O ÚNICO MERCADO

Apesar de o Brasil ser o maior mercado para a Telmex Internacional, gerando hoje 78 por cento de sua receita, a empresa vê outras oportunidades de crescimento na América Latina, segundo o presidente-executivo Oscar Von Hauske.

"Acreditamos que temos outras oportunidades de crescimento nos demais países diante dos níveis de penetração que estamos assistindo na região, mas ainda acreditamos que o Brasil tem margem para crescer", disse Von Hauske em uma entrevista.

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