Venda de computadores deve ser forte nas compras de fim de ano

terça-feira, 30 de outubro de 2007 16:01 BRST
 

Por Philipp Gollner

SAN FRANCISCO (Reuters) - Os computadores pessoais provavelmente estarão entre os presentes mais vendidos desta temporada de festas de fim de ano, com os usuários substituindo máquinas por modelos mais poderosos. A demanda mais forte virá de fora dos Estados Unidos.

As vendas estão sendo impulsionadas pela queda nos preços dos componentes, pela disponibilidade de componentes de entretenimento como jogos, vídeos e música, pela crescente demanda por máquinas portáteis e pela alta na adoção do sistema operacional Windows Vista, da Microsoft, entre os consumidores.

As tendências estão estimulando as vendas de computadores da Hewlett-Packard, Dell, Apple e Acer, entre outras, de acordo com pesquisadores. A queda no dólar está ajudando a estimular as vendas na Europa.

"Muitos laptops estarão embrulhados para presente sob as árvores de Natal", disse Gregory Spierkel, presidente-executivo da Ingram Micro, a maior distribuidora mundial de computadores pessoais e produtos relacionados, em entrevista recente.

"Estamos vendo bom progresso no segmento de laptops", afirmou Spierkel. "Creio que essa tendência deva se sustentar no trimestre atual."

Os computadores estavam no topo das listas de pedidos natalinos, em uma recente pesquisa da Consumer Electronics Association, superando paz e felicidade, televisores de tela grande, roupas e dinheiro, nessa ordem.

Alguns dos maiores compradores são os consumidores de mercados emergentes, cuja renda em ascensão começa a permitir a compra de itens de preço elevado pela primeira vez, de acordo com o grupo de pesquisa de mercado IDC, que prevê crescimento de 12,6 por cento nas exportações mundiais de computadores pessoais este ano, ante 9,7 por cento em 2006.

Nos Estados Unidos, as exportações de computadores pessoais subiram em ritmo equivalente a um terço da expansão mundial de 15,5 por cento registrada no terceiro trimestre, o que reflete a importância dos mercados emergentes como propulsores da alta de vendas, afirmou a IDC.