13 de Junho de 2008 / às 00:32 / 9 anos atrás

Brasil se torna segundo maior mercado de celular para LG

Por Taís Fuoco

SÃO PAULO (Reuters) - O Brasil se tornou o segundo maior mercado em venda de celulares por unidades para a sul-coreana LG Electronics, só perdendo para os Estados Unidos. Ainda que a diferença seja grande em relação ao volume vendido aos norte-americanos, as vendas brasileiras crescem a taxas maiores, diante do desaquecimento da economia dos EUA.

O Brasil conquistou essa posição no segundo semestre do ano passado, de acordo com Jang-Hwa Lee, vice-presidente da divisão Mobile da LG para as Américas, e deve manter o posto ao longo de 2008, já que o executivo espera um crescimento de 14 por cento nas vendas da região. Nos EUA as vendas são estáveis, mas, enquanto lá a LG vendeu 35 milhões de celulares em 2007, no Brasil o volume foi em torno de 10 milhões.

A Coréia do Sul, seu país de origem, é o quinto maior mercado em volume para a LG, apesar de ser o terceiro em receitas, de acordo com o executivo.

Apesar de ocupar a quarta posição mundial, segundo números da consultoria Gartner, atrás de Nokia, Samsung e Motorola, a LG afirma ser a terceira na América Latina --onde o ranking teria Nokia e Motorola nas primeiras posições.

No Brasil, de acordo com Alexandre Jesus, diretor de vendas da divisão de celulares para o Brasil, a companhia afirma ter conseguido, neste segundo trimestre do ano, superar a Motorola e figurar como a vice-líder em volume vendido para operadoras e no varejo, atrás da Nokia. “Estamos crescendo com muita intensidade”, afirmou ele à Reuters.

Há uma diferença, no entanto, entre o que as fabricantes vendem para as operadoras e as redes varejistas e os volumes efetivamente vendidos ao consumidor final. Por isso, diz Jesus, pode haver diferenças na contabilização de cada fabricante.

Procurada para comentar a informação, a Motorola informou que “lidera o mercado brasileiro em 2008”, segundo Sergio Buniac, vice-presidente da companhia no país. Não existem números oficiais sobre participação de mercado em venda de celulares no Brasil.

No mundo, a companhia sul-coreana vendeu 80,5 milhões de celulares em 2007, o equivalente a um aumento de 27 por cento sobre o ano anterior. Neste ano a meta é ultrapassar os 100 milhões de aparelhos. Só nos três primeiros meses de 2008, o salto nas vendas da LG foi de 54 por cento, com a comercialização de 24,4 milhões de modelos.

ATENDER AO PÚBLICO

Para Lee, o fato de companhias como Nokia, Samsung e LG continuarem a crescer na área de celular, enquanto outras grandes empresas abandonam ou estudam se desfazer do negócio --casos de Siemens, Motorola e Huawei-- deve-se ao fato de que algumas delas “não conseguem atender o que o público quer”.

A LG tem crescido nas faixas de maior poder aquisitivo, com o que ela chama de modelos “premium”, lançados em 2006. Um desses modelos, o LG Chocolate, foi o primeiro da marca a alcançar 18 milhões de unidades vendidas, em abril deste ano.

Lee ressalta, no entanto, que a companhia quer atender a todas as faixas de público.

A Siemens, por exemplo, vendeu sua divisão de celulares para a BenQ, que um ano depois anunciou a falência da área. Já a Motorola estuda separar a unidade em outra companhia em 2009, enquanto a Huawei avalia alternativas para sua área de telefones móveis.

“Talvez eles não tenham atendido ao que o consumidor procurava”, comentou o executivo da LG. Para ele, a LG “não precisa” comprar divisões de celular das concorrentes para crescer, mas ponderou que essa seria uma decisão que caberia ao CEO, e não a ele.

Reportagem de Taís Fuoco

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