January 28, 2008 / 12:18 PM / 9 years ago

Vice da Al Qaeda recebe perguntas em fórum da Internet

4 Min, DE LEITURA

Por Randall Mikkelsen

WASHINGTON (Reuters) - Uma mulher frustrada com as poucas oportunidades oferecidas pela Al Qaeda e um simpatizante interessado em saber se os muçulmanos não deveriam negociar com ouro em vez de dólares estão entre as centenas de pessoas que enviaram perguntas ao vice-líder da rede militante, Ayman al-Zawahri, por meio da Internet.

"Minha pergunta: Qual é o papel das mulheres na Al Qaeda? Nós somos as que ficam com os corações partidos e que ficam paradas sem poder fazer nada?", perguntou uma mulher, segundo o Grupo de Inteligência Site, um serviço de monitoramento do terrorismo com base nos EUA.

As questões foram formuladas após uma oferta feita no mês passado por sites ligados à Al Qaeda que divulgaram uma entrevista com Zawahri, o vice de Osama bin Laden.

O prazo para enviar perguntas acabou no dia 16 de janeiro, e as questões selecionadas devem ser respondidas nas próximas semanas, disse o Site. O grupo divulgou cerca de 500 questões das mais de 2.000 apresentadas. A maior parte delas, escrita em árabe.

Apesar de Zawahri e outros líderes do primeiro escalão da Al Qaeda estarem, segundo se acredita, escondidos em áreas remotas do Paquistão, analistas vêem na rede militante uma organização bastante versada na Internet.

O fórum semi-interativo com Zawahri indica que o dirigente encontra-se acessível, afirmou Adam Raisman, analista sênior do Site.

"O sentimento de comunidade ganha força nesses fóruns afiliados à Al Qaeda, porque ali as pessoas podem manifestar suas preocupações junto à liderança", disse ele.

Entre as perguntas, havia algumas a respeito da eventual presença da rede nos territórios palestinos ou sobre se a rede deseja infiltrar-se neles. Acredita-se que a Al Qaeda queira realizar uma manobra do tipo, mas que enfrenta a dura competição do Hamas.

Muitos perguntaram sobre os laços existentes entre a rede e grupos regionais, sobre como grupos locais podem ingressar na Al Qaeda e sobre o papel adequado dos aspirantes a militante em seus países de origem.

"Um muçulmano britânico pode matar civis britânicos, muçulmanos ou não, que apóiam a guerra contra o Afeganistão, o Iraque e outros países?", quis saber um interessado.

O papel das mulheres na rede surgiu em várias perguntas. "As mulheres do Magreb estão obrigadas a aderir à jihad? Elas têm autorização de deixar os filhos com outra pessoa para aderir à jihad?", perguntou uma pessoa a Zawahri.

Em certas questões, identificaram-se críticas implícitas. Alguns, por exemplo, perguntaram se era moral matar outros muçulmanos. "O líder do nosso Estado Islâmico do Iraque mandou que matássemos pessoas inocentes durante um conflito local. O que deveríamos fazer?".

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