Embratel eleva investimento no Brasil, apesar das novas regras

segunda-feira, 9 de junho de 2008 17:57 BRT
 

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Embratel vai ampliar os investimentos esse ano no país, apesar da discussão sobre a mudança no Plano Geral de Outorgas ( PGO) que pode mudar as regras no setor de telecomunicações e viabilizar a entrada de um forte concorrente no mercado de telefonia nacional, oriundo da fusão entre Oi e Brasil Telecom, afirmou o presidente da Embratel, José Formoso Martínez.

A operadora de longa distância prevê investir este ano no mercado brasileiro cerca de 2 bilhões de reais ante 1,2 bilhão no ano passado. "Nosso investimento é grande. Estamos desenvolvendo projetos e redes", disse a jornalistas o presidente da Embratel, após participar do encontro promovido pelo grupo LIDE -- Líderes Empresariais.

"Independentemente do PGO, vamos investir. O Brasil é um caso mundial de concorrência, regulação e oferta para os clientes. Acho que isso não vai mudar. Há espaço para todos", disse Formoso.

Ele citou o bom desempenho da economia como outro fator de estímulo aos investimentos privados no Brasil. "A economia está bem e nós estamos reagindo na área de telecomunicações", afirmou Formoso Martínez. A operadora controlada pela mexicana Telmex tem ampliado, de acordo com Formoso Martínez, seus investimentos em telefonia local, banda larga, clientes de baixa renda, pacote de serviços (telefonia fixa, móvel e banda larga) e mercado corporativo, atingindo mais de 4 milhões de linhas no país. "Ainda falta um mês, mas o segundo trimestre foi positivo", acrescentou o executivo.

Formoso Martínez espera as mudanças no PGO para analisar o impacto nas atividades da operadora, mas espera que as regras de concorrência e regulação sejam mantidas porque "isso será bom para todos".

O surgimento de uma nova operadora de grande porte resultante da fusão entre Oi e Brasil Telecom não assusta o executivo da Embratel. "Elas já estão operando no mercado conosco. Já concorremos com os dois. A empresa será mais forte, mas igual a concorrentes que nós temos. O cliente vai continuar buscando melhores ofertas de soluções e qualidade", finalizou.

(Reportagem Rodrigo Viga Gaier; Edição de Taís Fuoco)