Internet ajuda médico dos EUA a retomar prioridades

terça-feira, 29 de janeiro de 2008 15:38 BRST
 

Por Maggie Fox

WASHINGTON (Reuters) - O consultório do doutor Howard Stark é silencioso. Muito silencioso. Não há pacientes na sala de espera. Não há recepcionista atendendo o telefone. Stark nem mesmo tem uma recepcionista.

Em vez disso, ele e sua assistente, Michelle Norris-Bell, verificam alertas de e-mails em seus organizadores pessoais e --nos intervalos entre as consultas-- em seus computadores.

Stark transferiu a gestão das operações de seu consultório, em Washington, para a Internet, e não poderia estar mais satisfeito. Desde que começou a atender via Web, dois anos atrás, recebeu 14 mil e-mails.

E no entanto ele se sente mais como um velho médico de família em uma cidadezinha do que como um pressionado médico moderno.

"O total quer dizer 14 mil telefonemas que não precisei atender, e que os pacientes não tiveram de fazer", ele afirma.

Stark não cobra pelos e-mails que responde. "A pessoa precisa vir ao consultório uma vez por ano para o seu exame regular", ele afirma.

O restante do serviço é gratuito --renovação de receitas, perguntas rápidas sobre remédios, até mesmo perguntas sobre picadas incomuns de insetos.

"O que recebo? Uma foto do escorpião que picou um paciente em Belize", diz Stark, rindo. "E eu respondi que teria sido melhor se ele tivesse me mandado uma foto da perna que foi picada."   Continuação...