Google Earth oferece imagens de campos de refugiados da ONU

terça-feira, 8 de abril de 2008 12:37 BRT
 

Por Laura MacInnis

GENEBRA (Reuters) - Uma tecnologia do Google cuja função original era servir de fundo a videogames foi adaptada para conscientizar os internautas --e potencialmente obter apoio financeiro-- quanto ao problema dos refugiados e pessoas que sobrevivem em situação vulnerável longe dos olhos do público.

A plataforma Google Earth do serviço de buscas, uma ferramenta de mapeamento que permite que usuários percorram imagens tridimensionais de áreas urbanas e rurais, agora oferece uma visão próxima dos campos de refugiados e projetos de assistência da ONU.

Rebecca Moore, diretora de projetos comunitários do Google Earth, disse que as imagens em alta definição das zonas de crise humanitária certamente cativariam audiências de massa que de outra forma não poderiam vê-las.

Muitas das 350 milhões de pessoas que baixaram o Google Earth usam o programa para procurar destinos de férias ou ver que aparência tem outras partes do mundo vistas do alto. As imagens de satélite de alta definição são atualizadas a cada mês, embora elas possam ser mais antigas, para alguns locais, e em outros não estejam disponíveis.

Moore disse a um auditório repleto de especialistas em projetos assistenciais, na sede do Alto Comissariado da Organização das Nações Unidas para Refugiados que eles poderiam acrescentar vídeos educativos sobrerefugiados, fotos sobre crises causadas por pessoas deslocadas e textos educativos às imagens de fundo fornecidas por satélite, a fim de informar até mesmo os usuários casuais quanto a crises que estejam em curso.

"Usem o Google Earth para contar sua história", ela propôs.

Mary Robinson, ex-presidente da Irlanda que também foi alta comissária da ONU para os direitos humanos, disse que a tecnologia poderia ajudar o público a compreender melhor as crises causadas pelo deslocamento de pessoas.

"Precisamos de todas as formas possíveis de comunicação, a fim de mudar a dinâmica, e tornar as situações vividas mais pessoais", ela disse à audiência da UNHCR, via link de vídeo.