Austrália abre caminho para rede de banda larga mais rápida

terça-feira, 8 de abril de 2008 13:07 BRT
 

Por Victoria Thieberger

MELBOURNE (Reuters) - A criação de uma muito necessária rede de banda larga de alta velocidade na Austrália pode ser acelerada, depois que o governo cancelou um acordo de financiamento de 958 milhões de dólares australianos (890 milhões de dólares) para uma rede rural que teria criado sobreposições com a rede nacional planejada.

A Austrália oferece acesso à Internet mais lento e mais caro do que muitos dos demais países desenvolvidos, e ainda que os índices de penetração da rede no país acompanhem os das demais nações, a Austrália pode perder competitividade caso não haja uma rede mais rápida e com cobertura nacional.

O abandono do plano da rede rural surge no momento em que o governo planeja abrir a concorrência para a criação de uma rede nacional de fibra óptica, na semana que vem. As autoridades oferecem 4,7 bilhões de dólares australianos em financiamento público, e as regras dispõem que a empresa vencedora invista ao menos a mesma quantia.

"(O ministro das Telecomunicações) Stephen Conroy está realmente tentando de forma muito vigorosa colocar em ação esse projeto da rede", disse Theo Maas, sócio da Fortis Investment Partners.

Na semana passada, o governo cancelou o contrato da rede rural junto aos parceiros da Optus, uma joint venture controlada pela Singapore Telecommunications e pela Futuris, da Austrália.

Um consórcio de nove empresas comandadas pela Optus, bem como sua principal rival, a Telstra, devem entrar na concorrência para a criação da rede nacional.

Conroy anunciou recentemente ter sido procurado por diversos consórcios, e no ano passado a Deutsche Telekom anunciou que também poderia estar interessada na concorrência.

Conroy estabeleceu um painel que avaliará as propostas, em um processo que deve ser encerrado pelo final de junho. O governo deseja que 98 por cento dos domicílios australianos disponham de acesso em alta velocidade à Internet nos próximos cinco anos, ante o índice atual de 64 por cento. As vastas distâncias e o terreno muitas vezes difícil do país tornam difícil propiciar penetração completa de Internet.