Piratas de troca de arquivos testam novo padrão de software

quarta-feira, 7 de novembro de 2007 12:30 BRST
 

Por Jim Finkle

BOSTON (Reuters) - Um site sueco que promove a troca de filmes pirateados está desenvolvendo um novo padrão de software para downloads na Internet, em uma iniciativa que poderia facilitar a troca de arquivos de mídia, o que considerado ilegal em muitos países.

O Pirate Bay, thepiratebay.org, é o maior site bancado por publicidade entre os usuários do software BitTorrent. O programa é um paradeiro procurado por usuários da Internet interessados em obter cópias gratuitas de conteúdo protegido por direitos autorais, de filmes de Harry Potter a jogos para o console Xbox 360.

Mas a BitTorrent, depois de uma longa espera, está começando a ter sucesso em sua colaboração com algumas grandes empresas de mídia e, à medida em que seus elos com as empresas se reforçam, é possível que acrescente ao seu software recursos que desencorajem a troca de materiais protegidos por direitos autorais, segundo Peter Sunde, co-fundador do Pirate Bay's.

"Se eles decidirem fazer algo estúpido, muita gente será afetada," disse Sunde em entrevista, informando que seu site recebe em média 1,5 milhão de visitantes ao dia.

Sunde espera que a versão inicial do novo software esteja pronta no começo do ano que vem, e solicita a colaboração de programadores no site securep2p.com.

A BitTorrent diz que não tem muito a perder.

"Não estamos realmente decepcionados com isso", disse Ashwin Navin, presidente e co-fundador da BitTorrent, à Reuters. "A comunidade de usuários piratas jamais nos pagou um tostão."

Ele estima que existam cerca de 150 milhões de pessoas usando a tecnologia de sua empresa. No mês passado, ela lançou um serviço de distribuição via Internet para grupos de mídia que, ele aposta, elevará seu total de usuários a mais de um bilhão em prazo de 18 a 24 meses.

O primeiro cliente do sistema é a Brightcove, distribuidora de vídeos na Web criada pela CBS, Fox Entertainment Group (parte da News Corp.), Viacom e New York Times Co.

"O desenvolvimento futuro (do software BitTorrent) quase certamente se concentrará em coisas que não beneficiam ou promovem os objetivos dos piratas", afirmou Eric Garland, da BigChampagne, uma empresa que rastreia o volume de trocas de arquivos na Web.