Ballmer diz que compra do Yahoo nunca foi estratégica

sexta-feira, 23 de maio de 2008 10:49 BRT
 

MOSCOU (Reuters) - O presidente-executivo da Microsoft, Steve Ballmer, declarou nesta sexta-feira que sua empresa jamais viu a aquisição do Yahoo como estratégica, e que abandonar a oferta significa que agora o grupo tem 50 bilhões de dólares em caixa para despender em outras aquisições. "O Yahoo jamais foi a estratégia que estávamos seguindo", disse ele a uma platéia lotada em uma conferência de tecnologia em Moscou.

"Nós gastaremos dinheiro em algumas aquisições. Há muito que se pode fazer com 50 bilhões de dólares", acrescentou.

A Microsoft decidiu retirar uma proposta de aquisição do grupo de Internet Yahoo por 47,5 bilhões de dólares, ou 33 dólares por ação, depois que a empresa rejeitou a oferta no começo do mês, afirmando que não aceitaria menos de 37 dólares por ação.

Ballmer afirmou esta semana em Israel que a Microsoft não estava mais negociando para adquirir o Yahoo, mas que estava interessada em outros tipos de acordo com o segundo maior serviço de busca dos Estados Unidos.

A Microsoft já apresentou uma oferta de aquisição do serviço de busca no Yahoo e de compra de uma participação minoritária na empresa, disse à Reuters uma fonte familiarizada com as conversações recentes.

Ballmer também descartou sugestões de que a tecnologia Silverlight, da Microsoft, seria combinada à tecnologia Flash, da rival Adobe System, a fim de combater a concorrência que poderia surgir de uma fusão entre a Adobe e a Apple, uma das mais antigas rivais da Microsoft.

"Nós concorremos com a tecnologia Flash... Estou aberto a opções, mas não houve discussão de uma fusão com a Adobe. Os criadores de software deveriam aprender a usar a Silverlight", disse.

Questionado sobre o tipo de companhia que a Microsoft avalia para uma possível aquisição, Ballmer afirmou que "existem muitas empresas que, de certa maneira, são subapreciadas pelo mercado", disse ele, especialmente no setor de tecnologia da informação para a saúde. "Temos uma população que está envelhecendo - e ela é uma das partes que mais cresce na economia mundial", acrescentou.

(Reportagem de Amie Ferris-Rotman)