Yahoo reconduz conselho e adia assembléia anual

sexta-feira, 23 de maio de 2008 12:20 BRT
 

Por Eric Auchard

NOVA YORK (Reuters) - O Yahoo decidiu apontar nove dos 10 integrantes atuais de seu conselho para reeleição nesta quinta-feira, o que prepara o cenário para um duelo com investidores dissidentes em sua assembléia anual de acionistas.

Em documentos encaminhados às autoridades regulatórias, a problemática empresa de Internet também comunica o adiamento de sua assembléia de acionistas, originalmente marcada para 3 de julho, para outra data ainda não definida no mesmo mês, e revela duas propostas de investidores independentes que contestam as políticas de remuneração de executivos e o desempenho da empresa no que tange aos direitos humanos.

A empresa informou que diversos acionistas, além do bilionário investidor Carl Icahn, planejam indicar candidatos ao conselho. O Yahoo não identificou esses indicados, ou informou se representam uma chapa alternativa séria.

Uma semana atrás, Carl Icahn lançou uma campanha para substituir o conselho do Yahoo por novos diretores que reabririam as negociações de aquisição com a Microsoft, alegando que o conselho da empresa havia agido "irracionalmente" ao rejeitar a oferta da gigante do software.

Icahn conta com 10 milhões de ações do Yahoo e tem opções para adquirir mais 49 milhões de ações, de acordo com documentos recentemente encaminhados às autoridades financeiras.

A Microsoft retirou sua oferta ampliada de 47,5 bilhões de dólares pelo Yahoo no começo do mês. A proposta inicial, não solicitada, era de 44,6 bilhões de dólares, no final de janeiro, mas o Yahoo rejeitou os valores oferecidos como insuficientes.

Na última semana, Microsoft e Yahoo anunciaram que estavam negociando uma transação alternativa, mas não revelaram detalhes. Uma fonte que conhece as discussões disse que elas envolviam um plano da Microsoft para adquirir o serviço de buscas do Yahoo e se tornar acionista minoritária da empresa, depois que esta vender seus ativos asiáticos.

O Yahoo afirma que eleger os conselheiros propostos por Icahn não atende aos melhores interesses de seus investidores, e que os demais acionistas que desejam postos no conselho não haviam cumprido os estatutos da empresa e eram, portanto, inelegíveis.