Deputados de NY querem e-mail de criminosos sexuais

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008 12:05 BRST
 

Por Paul Thomasch

NOVA YORK (Reuters) - Os legisladores de Nova York propuseram na terça-feira um projeto de lei que ofereceria mais proteção contra criminosos sexuais condenados que utilizem sites de redes sociais como o Facebook e o MySpace.

O projeto requereria que os criminosos sexuais registrassem seus endereços em serviços de mensagens instantâneas e de e-mail, que seriam repassados aos sites de redes sociais. Dessa maneira, os sites poderiam bloquear o acesso de criminosos sexuais às suas redes.

O MySpace e o Facebook anunciaram que bloqueariam o acesso desse tipo de criminoso.

As duas empresas foram criticadas por não tomarem providências mais efetivas a fim de policiar os seus sites contra predadores sexuais, em especial adultos que tomam crianças ou adolescentes como vítimas. Os sites de redes sociais rebateram alegando que precisam de leis estaduais e federais mais fortes, para evitar o acesso dos criminosos.

"A Internet é excelente e nos oferece toda espécie de oportunidade e promessa, mas também abriga perigos", disse Andrew Cuomo, secretário da Justiça de Nova York, na entrevista coletiva em que foi revelada a nova lei de segurança eletrônica e identificação de predadores online.

Nos termos da lei, disse Cuomo, alguns criminosos sexuais seriam simplesmente proibidos de usar sites de redes sociais. Os tribunais e os conselhos de liberdade condicional também poderiam dispor que criminosos sexuais que utilizaram a Internet para fins ilícitos tivessem seu acesso ao Facebook, MySpace e outros sites de redes sociais proibido.

Cuomo definiu o projeto de lei como "o mais abrangente, inteligente e severo do país," no que tange ao uso dos sites de redes sociais.

"Nossas leis precisam acompanhar nossos tempos," disse Hemanshu Nigan, vice-presidente de segurança da MySpace, descrevendo o projeto de lei como "uma nova e poderosa ferramenta para a proteção de nossos usuários."

O anúncio surgiu apenas duas semanas depois que a News Corp., controladora do MySpace, fechou um acordo com 49 secretários estaduais de Justiça norte-americanos quanto a um conjunto amplo de diretrizes de proteção aos jovens na Internet.

(Reportagem de Paul Thomasch)