Quedas podem prejudicar status privilegiado do BlackBerry

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008 11:32 BRST
 

Por Wojtek Dabrowski

TORONTO (Reuters) - O BlackBerry, da Research in Motion, pode perder sua posição de prestígio no mercado empresarial e junto aos consumidores comuns caso não consiga evitar problemas de serviço como aqueles que causaram duas grandes quedas do sistema em menos de um ano, disseram analistas.

Um problema que durou três horas deixou assinantes dos Estados Unidos com acesso limitado ou inexistente ao serviço BlackBerry de e-mail sem fio, na segunda-feira. A RIM ainda não havia conseguido explicar o problema, na terça, e alegava precisar de mais tempo para descobrir o motivo subjacente.

A paralisação atingiu o mercado mais importante da empresa, que tem 12 milhões de assinantes, dois terços dos quais na América do Norte.

A região também serviu de epicentro a uma paralisação ainda mais longa, que prejudicou o serviço de e-mails sem fio da empresa em abril. Naquela ocasião, a RIM atribuiu a culpa a um novo recurso de armazenagem que não havia sido devidamente testado.

Nick Agostino, analista da Research Capital, afirmou que em anos passados havia "relativamente poucos problemas" nos serviços da RIM, utilizado por executivos, políticos, advogados e outros profissionais para enviar e-mails protegidos por meio de seus portáteis.

Agora, em apenas 10 meses duas grandes paralisações ocorreram.

"Obviamente, se problemas desse tipo continuarem a acontecer com essa freqüência, as pessoas começarão a evitar a companhia, em longo prazo", afirmou Agostino.

Como o do ano passado, a maioria dos observadores concorda em que o mais recente problema de serviço provavelmente não quererá dizer que a maioria dos clientes corporativos e de varejo abandonará o BlackBerry em curto prazo.

Mas mesmo sem as quedas, os executivos de tecnologia de informação deveriam estar procurando alternativas, segundo Avi Greengart, diretor de pesquisa da Current Analysis.

"Quedas são motivo de preocupação, para executivos de informática", disse Greengart. "O trabalho deles é garantir a disponibilidade de serviços."