Telefónica diz ser aposta segura em momento de incerteza

terça-feira, 22 de abril de 2008 14:37 BRT
 

MADRI (Reuters) - A espanhola Telefónica reiterou na terça-feira seus objetivos de crescimento para 2008 e o presidente do conselho, Cesar Alierta, anunciou que a empresa é uma aposta segura em um momento de incerteza financeira.

Em relatório apresentado na assembléia anual de acionistas, Alierta disse que o objetivo de longo prazo da empresa era reter sua posição de liderança, e que o crescimento futuro viria primordialmente da América Latina, o propulsor do grupo nos últimos anos. A companhia controla 50 por cento da brasileira Vivo, maior empresa local de celular em número de clientes, e também detém uma operação de telefonia fixa no estado de São Paulo.

A Telefónica reiterou as metas estabelecidas em outubro passado, para um crescimento de 13 a 19 por cento de sua geração de caixa (da sigla OIBDA), este ano, e para uma média de crescimento anual de 16 a 20 por cento do mesmo indicador no período 2006-2010.

Até 2010, o grupo espanhol espera ter 290 milhões de assinantes em todo o mundo, montante 40 por cento superior ao que detinha em 2006.

"Nossa atual posição de liderança nos permite contemplar o futuro com vantagem, com ambições renovadas e com um objetivo claro: manter nossa posição como líderes em longo prazo", disse Alierta em discurso distribuído em forma de texto. "A Telefónica tem um perfil financeiro estável durante uma situação internacional complexa", reiterou o executivo no discurso.

A assembléia foi caracterizada por vaias, com protestos de grupos de funcionários devido aos baixos aumentos de salários, reclassificação de alguns funcionários e pela remuneração fixada para o conselho.

O discurso de Alierta estipulava que uma de suas metas era melhorar o atendimento ao consumidor por parte do antigo monopólio estatal e fazer da Telefónica "o melhor lugar para se trabalhar".

A assembléia aprovou a indicação de novos conselheiros e um plano de recompra de ações equivalentes a até cinco por cento do capital do grupo.

(Reportagem de Elisabeth O'Leary)