Lucro trimestral da Sony cresce; empresa reduz projeções

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008 11:52 BRST
 

Por Kiyoshi Takenaka e Nathan Layne

TÓQUIO (Reuters) - A Sony, produtora dos consoles de videogame PlayStation e dos computadores Vaio, registrou pequena alta em seu lucro trimestral, mas reduziu as projeções devido aos mercados desaquecidos, a quedas no valor de seus investimentos e à força do iene no exterior, que prejudica as vendas.

A maior rival do grupo, Matsushita Electric Industrial, líder entre os fabricantes mundiais de TVs de plasma, se saiu melhor, registrando 22 por cento de avanço em seus lucros trimestrais.

A companhia indicou ainda que superaria suas projeções anuais, mesmo que a desaceleração na economia dos Estados Unidos represente sério risco para ambas as empresas.

A Sony desfrutou de forte demanda de final de ano por suas câmeras digitais CyberShot e câmeras de vídeo Handycam, e conseguiu tirar sua divisão de videogames do vermelho por meio de uma redução nos custos de produção do PlayStation 3 e da elevação das vendas do console.

Mas a empresa reduziu sua projeção de lucro operacional para o ano fiscal que se encerra em 31 de março para 410 bilhões de ienes (3,86 bilhões de dólares), ante 450 bilhões de ienes, mencionando a alta do iene e a queda dos mercados de ações, que reduziu o valor dos investimentos detidos por sua subsidiária de seguros.

A nova projeção fica bem abaixo da estimativa consensual de 446,9 bilhões de ienes de 22 analistas consultados pela Reuters Estimates.

"A divisão de videogames saiu do vermelho, o que é um ponto positivo", disse Takeshi Osawa, administrador sênior de fundos na Norinchukin Zenkyoren Asset Management.

"Mas as perspectivas econômicas são desfavoráveis nos EUA, e isso é causa de preocupação quanto à divisão de bens eletrônicos de consumo. Se comparada à Sony, a Matsushita parece mais sólida e estável", acrescentou.

A Sony projeta margem de lucro operacional de 4,6 por cento para o ano fiscal em curso, abaixo da meta original de cinco por cento. A margem de lucro operacional vinha sendo considerada como o mais visível indicador de sucesso dos esforços de recuperação da empresa comandados pelo presidente-executivo Howard Stringer.