COI admite trato com China sobre censura na Internet em Pequim

quarta-feira, 30 de julho de 2008 12:57 BRT
 

Por Nick Mulvenney

PEQUIM (Reuters) - Autoridades do Comitê Olímpico Internacional (COI) fecharam um acordo com a China para bloquear o acesso de jornalistas a sites considerados polêmicos durante a Olimpíada de Pequim, afirmou nesta quarta-feira o chefe de imprensa do COI, Kevan Gosper.

Gosper havia dito antes que o acesso à Internet por parte dos 21.500 jornalistas credenciados para cobrir os Jogos -- que ocorrem entre os dias 8 e 24 de agosto -- seria "livre".

"Eu devo comunicar agora que algumas das autoridades do COI negociaram com os chineses o fato de que certos sites polêmicos seriam bloqueados com base no argumento de que não teriam relação com os Jogos", afirmou o australiano Gosper à Reuters.

A China comprometeu-se a dar aos meios de comunicação tanta liberdade para trabalharem quanto tiveram em edições anteriores das Olimpíadas. Em janeiro de 2007, o país deixou de controlar com tanta intensidade os jornalistas estrangeiros presentes em seu território.

No entanto, as tentativas de usar o principal centro de imprensa para, por exemplo, acessar o site da Anistia Internacional, que divulgou na segunda-feira um relatório criticando a China por não cumprir suas promessas de respeito aos direitos humanos durante os Jogos Olímpicos, continuavam a ser realizadas em vão na quarta-feira.

Outros sites, em especial os relacionados com a seita espiritual Falun Gong, banida na China, tampouco estavam liberados.

'QUESTÕES POLÊMICAS'

"Eu tenho defendido e tenho manifestado de forma reiterada que os meios de comunicação internacionais teriam acesso livre à Internet nos Jogos a fim de divulgar informações sobre as Olimpíadas e que a censura não seria um problema", disse Gosper.   Continuação...

 
<p>Jogadora cubana de v&ocirc;lei de praia Tamara Larrea treina no centro de v&ocirc;lei de praia Chaoyang, em Pequim. Photo by Kim Kyung-Hoon</p>