20 de Junho de 2008 / às 13:02 / 9 anos atrás

Previ aposta na venda da BrT para Oi ainda este ano

Por Denise Luna

COSTA DO SAUÍPE (Reuters) - A Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, está otimista com a possível compra da Brasil Telecom, de quem detém participação acionária, pela Oi e prevê que a operação possa acontecer no prazo pré-determinado de 240 dias da assinatura do contrato, ou até dezembro.

Se houver algum contratempo, explicou o diretor de Investimentos da Previ, Fábio Moser, as empresas devem sentar novamente e traçar um novo cronograma. Ele disse não ter nenhum plano B se o negócio não sair.

"A discussão está caminhando e não há nada que diga que não vai sair (a compra), se o prazo acabar vamos discutir e chegar a um acordo", disse Moser que até recentemente era vice-presidente de governança e negócios corporativos da Brasil Telecom.

Ele explicou que, devido ao acordo firmado com a Oi, a Brasil Telecom está de mãos amarradas sem poder negociar com outros possíveis pretendentes ou se capitalizar no mercado.

"O principal para a BrT é que o problema que ela tinha com o Opportunity foi resolvido, mesmo que não aconteça a venda para a Oi pode se fazer um IPO (lançamento de ações), ela está livre para investir, mas não trabalhamos com um plano B", destacou.

Ele criticou a proposta da agência reguladora do setor, Anatel, de separar os serviços de telefonia fixa dos de banda larga, classificando o assunto como "uma provocação da Anatel" para fomentar a discussão sobre o novo Plano Geral de Outorgas (PGO) . Segundo ele, essa separação seria muito difícil de ser implantada.

"Acho tecnicamente difícil de ser feita a separação porque a banda larga passa no par de cobre do fio de telefone, é muito difícil, apesar de ter sido feito em outros países como Portugal", explicou, sem dar detalhes.

Moser lembrou que além do prazo de 30 dias para consulta pública sobre a proposta da Anatel para o novo PGO, a mudança nas regras ainda passará por várias etapas até chegar à sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas prevê que até o final do ano é possível tudo estar resolvido e a compra se concretizar.

"Acredito que dentro deste ano deva acontecer", concluiu.

Edição de Taís Fuoco

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