Facebook faz nova alteração em sua política de privacidade

quinta-feira, 22 de maio de 2014 17:52 BRT
 

SAN FRANCISCO (Reuters) - O Facebook alterou sua configuração padrão de privacidade, limitando a audiência dos primeiros posts de novos usuários, em uma reversão de uma característica que, segundo críticos, fazia com que as pessoas compartilhassem mais informação pessoal que o desejado.

A companhia disse nesta quinta-feira que a atualização de status que novos usuários publicam será agora visível apenas para amigos na configuração padrão, em vez de ser vista pelo público geral como anteriormente. Os usuários vão continuar podendo customizar suas configurações para que as atualizações sejam vistas por uma grande ou pequena audiência.

A mudança na configuração padrão, implementada pelo Facebook de forma silenciosa algumas semanas atrás, é resultado das respostas de usuários, disse o diretor de produto da empresa, Mike Nowak, em entrevista à Reuters.

"Algumas vezes as pessoas sentiram que estavam sendo surpreendidas de forma desagradável com o fato de que suas informações estavam se tornando mais públicas do que esperavam ou pretendiam", disse. "A resposta que recebemos é que compartilhar demais é pior que de menos."

A iniciativa reflete uma mudança de estratégia do Facebook sobre como lida com informação que as pessoas compartilham em sua rede social de 1,28 bilhão de usuários.

Em 2009, o Facebook introduziu um atributo que permitia que usuários compartilhassem posts para além de seu círculo de amigos. Quando novos usuários entravam no Facebook, suas atualizações de status eram automaticamente compartilhadas com o público em geral, a menos que os usuários alterassem manualmente as configurações.

A reversão desta quinta-feira ocorre enquanto usuários de Internet parecem interessados em limitar quem vê suas atividades online. Aplicativos móveis como Snapchat e Whisper oferecem anonimato, o que se tornou popular entre muitos usuários. Em fevereiro, o Facebook anunciou planos de adquirir o WhatsApp, um aplicativo de mensagens instantâneas, por 19 bilhões de dólares.

(Por Alexei Oreskovic)

((Tradução Redação Rio de Janeiro, 55 21 2223-7155))