Qualcomm venderá seus primeiros chips específicos para a China neste ano

quinta-feira, 5 de junho de 2014 11:13 BRT
 

TAIPEI (Reuters) - A Qualcomm planeja vender seus primeiros chips de smartphone feitos sob medida para a China este ano, à medida que a fabricante de chips para telefones de alto custo dos Estados Unidos adapta-se a um mercado em que o crescimento é cada vez mais impulsionado por aparelhos de baixo preço.

Três chipsets revelados em fevereiro aparecerão em aparelhos chineses antes de em qualquer outro lugar, disse David Tokunaga, diretor-sênior de gerenciamento de produto, a jornalistas na feira anual Computex, em Taiwan.

"O segundo semestre deste ano vai ver os nossos primeiros produtos no mercado que são realmente focados na China", disse Tokunaga.

Qualcomm é a principal fabricante de chips para smartphones do mundo em receita, de acordo com a Strategy Analytics, e a maioria de seus chips são destinados a telefones de alto custo como o iPhone, da Apple.

Na China, o maior mercado do mundo em vendas de smartphones, os fabricantes de celulares muitas vezes preferem um tipo específico de configuração de chip, conhecido como Octacore, que não é comumente visto em outro lugar.

"Temos sido uma companhia ocidental tentando levar o jeito ocidental para a China, e agora estamos construindo algo a partir do zero na China", disse Tokunaga, referindo-se aos três chipsets destinados à China que incluem o Octacore.

O executivo disse que os fabricantes de celulares chineses também surpreenderam a Qualcomm com preços "agressivos" de aparelhos equipados com a mais recente tecnologia de comunicações de quarta geração (4G), segmento em que os chips da Qualcomm são particularmente onipresentes.

Tokunaga mencionou uma venda de telefone 4G por 799 iuanes (130 dólares). Esse valor é comparável aos 335 dólares, em média, do preço de venda de aparelhos em todo o mundo no ano passado, segundo o instituto de pesquisa IDC, que também aponta que esse número vai cair para 308 dólares neste ano e 260 dólares em 2018.

(Reportagem de Michael Gold)