Fabricantes de chips para smartphones cortam custos de clientes com componentes

sexta-feira, 13 de junho de 2014 08:51 BRT
 

TAIPEI (Reuters) - Fornecedoras de chips para fabricantes de smartphones estão tomando medidas nada comuns para ajudar clientes a obter outros componentes de telefones como auto-falantes e lentes de câmeras, em uma tentativa de ganhar mais negócios em um setor de competitividade crescente.

A demanda por chips de smartphones, necessários para apoiar as capacidades que variam de reconhecimento de voz a fotografias com flash, está crescendo em parte devido a um salto no segmento de baixo custo, mas com pacotes de recursos.

Conforme as fabricantes de telefone expandem a oferta de dispositivos de baixo custo com recursos normalmente reservados apenas aos modelos mais caros, elas precisam manter seus custos à medida que incorporam mais chips nesses aparelhos.

O foco nos custos ampliou a concorrência entre as fabricantes de chips como a Qualcomm e MediaTek.

"No passado, a Qualcomm iria apenas oferecer os chips e o fabricante faria todo o dispositivo", disse David Tokunaga, diretor sênior de gerenciamento de produtos da Qualcomm, à Reuters. "Agora nós oferecemos todo um ecossistema de hardware que torna muito fácil para os clientes apenas ligar e conectar o que querem."

Oferecer chips, hardware e até mesmo o design do telefone ajudou a MediaTek, de Taiwan, a capturar metade do mercado chinês de chips para smartphones, de acordo com um analista. No país, os aparelhos com preço abaixo de 150 dólares foram responsáveis ​​por quase 70 por cento de todos os smartphones vendidos no primeiro trimestre deste ano, disse o pesquisador da consultoria IDC.

As vendas globais de smartphones com preço abaixo de 150 dólares devem crescer 17 por cento por ano até 2018, disse Simor Segars, presidente-executivo da ARM Holdings, que desenvolve chips encontrados em quase todos os smartphones.

Em comparação, telefones com preço entre 150 e 300 dólares devem crescer 14 por cento, e aqueles acima de 300 dólares apenas 4 por cento, afirmou ele.

Por Michael Gold