Infosys busca reavivamento com mais investimentos em tecnologia e equipe

sexta-feira, 11 de julho de 2014 10:37 BRT
 

BANGALORE, 11 Jul (Reuters) - A segunda maior provedora de serviços de tecnologia da informação da Índia, a Infosys, disse nesta sexta-feira que vai elevar o investimento em computação em nuvem, aplicativos de smartphone e outras novas tecnologias para ganhar mais contratos de terceirização com margens altas.

A movimentação na direção de negócios mais lucrativos antecede uma mudança no foco da Infosys, outrora uma formadora na tendência na indústria de terceirização de TI da Índia, de 100 bilhões de dólares, mas que tem enfrentado dificuldade nos últimos anos para reter colaboradores e fatia no mercado.

Analistas dizem que novas tecnologias é o próximo grande requisito para corporações globais. A Infosys atualmente gera a maior parte da sua receita de negócios de baixas margens e altamente competitivos como desenvolvimento de aplicativos e serviços de administração de infraestrutura e manutenção de TI.

"A mudança é inevitável", disse o presidente-executivo de saída da empresa e cofundador S.D. Shibulal para repórteres após a Infosys divulgar um crescimento maior do que o esperado no lucro trimestral, em 21,6 por cento.

O recém-nomeado presidente-executivo Vishal Sikka, um ex-executivo sênior na desenvolvedora alemã de softwares SAP que combina tanto conhecimento de negócios e tecnologia, deve impulsionar a mudança estratégia na Infosys.

A Infosys, que tinha caixa e equivalentes de caixa valendo quase 4,2 bilhões de dólares ao final de junho, manteve sua projeção de crescimento de receita para o ano até março de 2015 em 7 a 9 por cento, como analistas esperavam, com a companhia esperando ganhar alguns grandes negócios neste ano.

O lucro líquido consolidado para o trimestre encerrado em 30 de junho subiu para 28,86 bilhões de rúpias (480,20 milhões de dólares), ante 23,74 bilhões de rúpias no mesmo período do ano passado, superando a estimativa média entre analistas de 26,72 bilhões de rúpias, segundo dados da Thomson Reuters.

(Por Lehar Maan e Soham Chatterjee)