BNDES e sócios da Oi discutirão fusão com Portugal Tel em caso de calote--ministro

segunda-feira, 14 de julho de 2014 20:13 BRT
 

BRASÍLIA (Reuters) - O BNDES e outros sócios da Oi vão rediscutir os termos da fusão com a Portugal Telecom, caso a empresa europeia tome um calote no investimento financeiro de cerca de 1 bilhão de euros que não teria sido divulgado aos sócios brasileiros, disse o ministro das Comunicações do Brasil, Paulo Bernardo.

"Tem uma operação que vence amanhã. Se o dinheiro voltar, tudo certo, se não voltar, evidente que o BNDES e os acionistas vão querer discutir a operação de fusão e a composição acionária, porque isso com certeza esvaziou um dos sócios de forma expressiva", disse o ministro a jornalistas após evento.

A Portugal Telecom emprestou 897 milhões de euros à holding Rioforte, um veículo da família Espírito Santo, controladora do banco BES, maior acionista individual da companhia europeia. A maior parte do montante, 847 milhões de euros, tem que ser paga na terça-feira.

Porém, Paulo Bernardo afirmou que a fusão das duas operadoras, que cria uma companhia com cerca de 100 milhões de clientes, não está arriscada.

Bernardo disse que o governo avalia a situação e tem pedido informações para entender melhor a operação com a Rioforte.

"Pedimos para acompanhar e ter informações do que está sendo feito e as consequências. Aparentemente, foi feita uma operação que esvaziou o caixa da Portugal Telecom em quase 1 bilhão de euros", disse, após participar da divulgação do balanço das ações do governo na Copa do Mundo.

LEILÃO DE 4G

Bernardo disse também que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) deve publicar até o fim do mês o edital do leilão da frequência de 700 MHz para o serviço de telefonia celular de quarta geração (4G).   Continuação...