23 de Julho de 2014 / às 16:03 / em 3 anos

Telecom Italia diz que fusão de TIM e GVT não está na agenda no momento

BRASÍLIA (Reuters) - A Telecom Italia não descarta uma eventual futura fusão entre sua controlada TIM Participações e a GVT no Brasil, operadora controlada pela francesa Vivendi, mas isso não está nos planos do grupo italiano neste momento, que busca reforçar a necessidade de ter uma estratégia independente de seus sócios.

O presidente mundial do grupo italiano, Marco Patuano, disse nesta quarta-feira a jornalistas que as sinergias entre TIM e GVT são “óbvias”. “Eu acho difícil evitar as especulações. Somos uma companhia de bom sucesso no móvel e eles são uma companhia de ótimo nível de qualidade no fixo”, disse Patuano, após reunião com a presidente Dilma Rousseff.

“Não descartamos nada, porém não é um tema em que estamos focados neste momento”, acrescentou.

Ao ser questionado sobre a decisão da espanhola Telefónica, sócia da Telecom Italia e controladora da Vivo no Brasil, de reduzir sua participação no grupo italiano, por meio da venda de bônus conversíveis em ações, Patuano disse que a Telecom Italia precisa ter uma estratégia de negócios que seja independente de seus acionistas.

“Eu acho que o tema da Telecom Italia é ter uma estratégia independente de qualquer acionista. Então esse é o nosso interesse e eu tenho de dizer que até agora sempre tem sido o caso da Telecom Itelia e do relacionamento com a Telefónica”, disse Patuano.

A espanhola anunciou a venda de 750 milhões de euros em bônus conversíveis em ações da Telecom Italia, reduzindo sua fatia na companhia. A empresa também tentou apaziguar reguladores brasileiros ao retirar seus dois representantes no Conselho da Telecom Italia em dezembro, para evitar conflitos de interesse.

O ministro das Comunicações brasileiro, Paulo Bernardo, disse que “com certeza” a Telefónica está se esforçando para reduzir preocupações antitruste no país. “Com certeza, eles estao fazendo um esforço para se adequar a uma normatização”, disse Bernardo.

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) decidiu no ano passado que a Telefónica precisa vender sua participação ma Telecom Italia ou encontrar um novo sócio para a Vivo.

Segundo Patuano, as questões antitruste envolvendo a Telecom Italia e a Telefónica não foram tratadas com Dilma. A conversa se focou mais nos investimentos do grupo italiano no Brasil.

O executivo confirmou que a TIM participará no leilão da frequência de 700 MHz para serviço móvel em quarta geração (4G), que deve ocorrer até o início de setembro.

“Repetimos nosso compromisso com o país e a vontade de fazer investimentos, em particular em tudo que vai ser o crescimento da banda larga móvel”, disse Patuano.

Segundo ele, os invetsimentos da empresa no Brasil estão, hoje, na faixa dos 4 bilhões de reais por ano, sem contar os investimentos ligados ao leilão das novas faixas de 4G. “Então, acho que vai ser necessário mais. Estamos falando de um crescimento de 10 a 15 por ano”, disse.

Patuano disse ainda que a empresa vem fazendo investimentos importantes para melhorar a qualidade do serviço no Brasil, “porém ainda não estamos em um nível de qualidade que podemos considerar primeiro mundo”.

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