Novo dicionário do Scrabble inclui linguagem mais jovem

terça-feira, 5 de agosto de 2014 15:20 BRT
 

(Reuters) - Jovens jogadores do clássico jogo de palavras cruzadas Scrabble, talvez marginalizados pelo léxico antiquado, podem agora se acalmar já que esse favorito de várias gerações está sendo atualizado para falar a língua daqueles que atingiram a idade adulta na virada do milênio.

A quinta edição do Dicionário Oficial de Jogadores de Scrabble, publicado pela Merriam-Webster, será lançado na quarta-feira e incluirá 5 mil novas palavras que, de acordo com os editores, vão ajudar o jogo de 66 anos de idade a continuar relevante.

Alguns jogadores mais velhos e puristas de Scrabble podem pensar que a inclusão de palavras como "bromance" e "selfie" pode acabar com a graça do jogo, pois algumas das adições parecem novas demais.

No entanto, a maioria das inclusões provavelmente são estudadas há muito e já foram testadas no tempo, com óbvio poder de permanência, disse Grant Barret, um editor de dicionários e âncora de um programa público de rádio nos Estados Unidos, o "A Way with Words".

"A lista é, para mim, um grande passo à frente", disse Barrett. "Acho que é necessário adicionar as novas palavras. Do contrário, o risco é que se torne um jogo arcaico que ninguém quer jogar, pois a linguagem corrente não é aceita. Tem que acompanhar (o tempo)".

Além de "bromance", "chillax", "selfie" e "buzzkill", a lista inclui termos como "hashtag", normalmente usada com o Twitter; "dubstep", um tipo de música eletrônica que tem ganho popularidade nos últimos anos; "texter", se referindo a uma pessoa que envia mensagens de texto; e "meh", uma expressão de ambivalência usada em mídias sociais e mensagens de texto.

Novas inclusões como "webzine", "frenemy" e "funplex" existem há uma ou duas décadas e podem parecer mais familiares à terminologia que nasceu nas décadas de 1960 e 1970. O mesmo vale para "mixtape" e "beatbox", que também estão no novo livro, que assumiram seus lugares firmemente no vocabulário norte-americano ao final da década de 1980, mas que se mantiveram atuais apesar de mudanças na tecnologia e na cultura pop.

(Por Karen Brooks)

((Tradução Redação São Paulo, 55 11 56447723)) REUTERS RF RBS