Salesforce fará grande investida na indústria de saúde

segunda-feira, 27 de outubro de 2014 16:03 BRST
 

Por Christina Farr e Bill Rigby

SAN FRANCISCO/SEATTLE (Reuters) - A Salesforce está fazendo uma grande aposta na área de saúde, contratando pessoas-chave e aumentando investimentos, na esperança de substituir a desatualizada infraestrutura do setor de medicina e conquistar um negócio de 1 bilhão de dólares anuais.

A investida da companhia no setor de saúde segue anos de tentativas de fornecedores rivais de softwares, incluindo a Microsoft, de ingresssar em todos os aspectos do setor de saúde, desde históricos pessoais de saúde até sistemas de informação de hospitais. Elas tiveram resultados mistos.

Agora a Salesforce visa conseguir 1 bilhão de dólares em receitas anuais nos próximos anos --cerca de um quinto de suas vendas anuais atuais-- com contratos no setor de saúde, disseram à Reuters duas pessoas com conhecimento dos planos. A companhia espera conseguir estes avanços apesar da forte competição entrincheirada e suas próprias iniciativas fracassadas no setor, disseram estas fontes.

A Salesforce não quis comentar sobre metas de receita ou seus investimentos planejados no negócio.

A companhia também não quis revelar quantos funcionários estão em sua unidade de saúde e ciências biológicas, mas uma pesquisa no LinkedIn mostrou que a companhia recrutou mais de uma dúzia de pessoas dos setores de saúde e de dispositivos médicos. O chefe da unidade de saúde, Todd Pierce, é ex-vice-presidente de informação da gigante de biotecnologia Genentech, subsidiária da Roche.

A Salesforce está tentando sustentar o crescimento incandescente que deu ao papel da empresa uma das maiores avaliações na área de softwares, com a relação do preço sobre lucro por ação superando 100 vezes no ano fiscal atual.

"A Salesforce pode realmente ter algum sucesso nesta área", disse a diretora-gerente de saúde e ciências biológicas da provedora de armazenamento online Box, que está explorando oportunidades similares. Missy disse que os clientes de saúde estão se dando conta que os sistemas atuais são "ridiculamente ruins".

(Por Christina Farr e Bill Rigby)