Assediada por concorrentes, Algar Telecom descarta venda no curto prazo

terça-feira, 28 de outubro de 2014 14:19 BRST
 

Por Luciana Bruno

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Com a perspectiva de consolidação do setor de telecomunicações brasileiro, a operadora Algar Telecom tem sido alvo de constante assédio de concorrentes, mas descarta qualquer venda no curto prazo, disse à Reuters o presidente da empresa, Divino de Souza.

Fundada em 1954 em Uberlândia (MG), a Algar opera telefonia fixa e móvel, Internet, TV paga, data center e computação em nuvem para residências e empresas nos Estados de São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Goiás, Rio de Janeiro, Paraná e Distrito Federal.

"Somos assediados constantemente para aquisição. Mas por enquanto a posição dos acionistas controladores é de não vender", disse Souza.

Apesar de ser uma empresa de médio porte --fechou o segundo trimestre com receita líquida de 560 milhões de reais-- a Algar tem participação considerável em alguns mercados, segundo dados de agosto da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

Esse é o caso da banda larga fixa, onde a empresa tem fatia de 1,74 por cento, acima da TIM Participações (0,59 por cento). Na telefonia móvel e na TV paga, a participação é menor, de 0,40 por cento e 0,66 por cento, respectivamente.

Especialistas do setor comparam a Algar com a GVT, por ser uma operadora média que ganhou mercado nos últimos anos. A operadora de banda larga GVT foi recentemente adquirida pela Telefónica num negócio de 9,3 bilhões de dólares.

Souza diz ver com naturalidade a consolidação no setor, mas que a fusão Telefónica-GVT não afetará os negócios da Algar. "Como somos focados em um nicho específico, as grandes fusões nos afetam pouco", disse, admitindo que concorrentes maiores têm mais poder de barganha com os fornecedores de insumos.

Para o ano que vem, a Algar prevê manter os investimentos no patamar de 2014, em 400 milhões de reais, apesar de ter uma visão mais conservadora para o ambiente de negócios de curto prazo com o início do novo governo. "O primeiro trimestre será de ajustes", declarou. "E pode ser que nossos clientes fiquem em compasso de espera para ver (como se comporta) a economia."   Continuação...