Melhorar nível das redes sociais nas campanhas depende dos políticos, dizem especialistas

sexta-feira, 31 de outubro de 2014 18:57 BRST
 

Por Eduardo Simões

SÃO PAULO (Reuters) - Mudar o cenário de "campo de batalha" criado nas redes sociais pelos dois lados da disputa eleitoral que reelegeu a presidente Dilma Rousseff (PT) contra Aécio Neves (PSDB) no último domingo dependerá da atitude que os políticos e os partidos terão em relação a essas mídias, segundo a avaliação de analistas.

Sites de relacionamento como Twitter e Facebook têm atraído cada vez mais políticos e, na eleição deste ano, tiveram um aumento de importância em relação ao pleito anterior, na avaliação de Manoel Fernandes, sócio-fundador da consultoria Bites, especializada em redes sociais.

Mas Fernandes disse que essa participação ainda está no "jardim de infância".

"Do mesmo jeito que eles (candidatos) não conseguiram na campanha clássica debater propostas, nas redes também aconteceu isso", disse Fernandes à Reuters.

"A rede, nesse aspecto de discutir uma agenda para o país, nessa campanha eleitoral ainda ficou no jardim da infância. Mas acho que é um bom sinal, pelo menos as pessoas se posicionaram", acrescentou.

Estudo realizado pela Bites sobre a presença nas redes sociais de deputados e senadores eleitos para a legislatura que começa em 2015 apontou que o Congresso que tomará posse no início do ano que vem será o mais conectado da história, acompanhando de perto a evolução dessas mídias no país.

Essa maior presença de parlamentares pode significar uma maior interação desses políticos com o eleitorado e, dependendo do uso que for feito por deputados e senadores, as redes podem se tornar um caminho de discussão de propostas para o país.

"As manifestações de junho de 2013 mostraram que o Congresso é muito suscetível a pressões externas", disse Fernandes, lembrando que o Congresso votou uma série de propostas defendidas nos protestos que levaram milhões de pessoas às ruas de todo o país em meados do ano passado.   Continuação...