CEO da Sony ordenou que filme "A Entrevista" fosse atenuado e Seth Rogen contestou, segundo emails

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014 12:39 BRST
 

Por Jim Finkle e James Pearson

NOVA YORK/SEUL (Reuters) - O presidente-executivo da Sony, Kazuo Hirai, determinou que o filme "A Entrevista" fosse deixado mais moderado depois que a Coreia do Norte o denunciou por exibir o assassinato do líder norte-coreano, segundo emails aparentemente roubados do estúdio da Sony, em Hollywood.

A comédia, com lançamento nos Estados Unidos previsto para 25 de dezembro, trata de jornalistas interpretados por Seth Rogen e James Franco que são contratados pela CIA, a agência de inteligência dos EUA, para matar o líder da Coreia do Norte, Kim Jong Un.

Segundo emails que compreendem um período desde agosto até outubro e foram obtidos pela Reuters, Hirai pediu à copresidente do Conselho da Sony Pictures Entertainment, Amy Pascal, que uma importante cena do filme fosse mudada. A cena em questão mostra Kim sendo atingido por um projétil de um tanque, o que faz com que sua cabeça exploda.

Pascal escreveu para Hirai dizendo que havia encontrado resistência dos criadores do filme, incluindo Rogen, que escreveu e codirigiu o longa.

Um representante da Sony disse à Reuters que Hirai raramente analista cenas específicas em filmes.

A Coreia do Norte reclamou à Organização das Nações Unidas (ONU) em julho, acusando os Estados Unidos de patrocinar o terrorismo e cometer um ato de guerra ao permitir a produção do filme.

Em conversa com Rogen, Amy Pascal disse que ela estava em uma posição difícil, pois Hirai pediu que fizesse mudanças no filme.

"E esse não é qualquer um. Estou lidando é com o presidente do Conselho de toda a Sony Corporation", disse Amy.   Continuação...

 
Ator Seth Rogen  durante evento em Nova York. 26/4/2014 REUTERS/Eric Thayer