Oi diz que venda de ativos portugueses permitirá consolidação no Brasil

terça-feira, 16 de dezembro de 2014 20:59 BRST
 

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Oi defendeu a venda dos ativos portugueses da Portugal Telecom SGPS, alegando que a alienação desses ativos permitirá reforçar sua capacidade financeira e participar de uma eventual fusão ou compra da TIM Participações, segundo documento divulgado nesta terça-feira.

A empresa divulgou nesta terça-feira a proposta de seu conselho de administração enviada aos acionistas da Portugal Telecom SGPS contendo informações para a assembleia geral sobre a venda dos ativos portugueses da empresa ao grupo europeu Altice, marcada para janeiro.

Segundo a Oi, a alienação dos ativos portugueses "tornou-se um elemento necessário para garantir a capacidade de acesso aos mercados de capitais em condições otimizadas e possibilitar a consolidação no mercado brasileiro".

A operadora lembrou que com a venda pretende reforçar sua capacidade financeira, a fim de "manter seu objetivo de liderar o movimento de consolidação", o que segundo a empresa traria uma "racionalização" do mercado, por meio da criação de companhias mais fortes.

"A consolidação traria uma racionalização do mercado através da criação de players mais fortes, com menor duplicidade de investimentos e maior capacidade de oferta de serviços integrados", disse a Oi.

O documento cita estimativas do BTG Pactual, banco contratado em agosto pela operadora para estruturar uma oferta de compra da TIM Participações, segundo as quais as sinergias de um processo de consolidação poderiam gerar valor adicional de cerca de 30 bilhões de reais.

"Nesse sentido, há interesse dos outros dois participantes do mercado brasileiro em promover ou participar do processo de consolidação", disse a empresa, que no documento citou nominalmente apenas a operadora Claro, do grupo mexicano América Móvil.

A Oi afirmou que desde o início da combinação de negócios com a Portugal Telecom houve "alterações importantes no mercado" que mudaram as perspectivas para o setor, como a compra da operadora de banda larga GVT pela Telefónica este ano.

"Com isso, a TIM passou a ser a única operadora não integrada do mercado brasileiro, sem a possibilidade futura de ter um portfolio completo e convergente", disse a empresa. "Por outro lado, com um alto nível de alavancagem, a Telecom Itália -- acionista controladora da TIM -- tem explorado formas de reduzir seu endividamento através da alienação de ativos", completou a Oi.   Continuação...