Conselho da Portugal Telecom SGPS mantém data de assembleia sobre venda de ativos da Oi

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015 21:05 BRST
 

LISBOA (Reuters) - O Conselho de Administração da Portugal Telecom SGPS manteve nesta quarta-feira a data de 12 de janeiro para a assembleia de acionistas que analisará a venda dos ativos portugueses da Oi (OIBR4.SA: Cotações) ao grupo europeu Altice ATCE.AS.

O Conselho alertou, porém, que uma aprovação dos acionistas à alienação representará o abandono dos termos da fusão com a operadora brasileira, segundo comunicado divulgado no site do regulador do mercado português, a CMVM.

De acordo com o Conselho, "estando a assembleia regularmente convocada, só os acionistas da Portugal Telecom SGPS poderão, se assim entenderem, suspender a sessão".

A imprensa local disse nesta semana que a assembleia poderia ser adiada, atrasando a esperada venda dos ativos portugueses da Oi à Altice, o que levou as ações da Portugal Telecom SGPS caírem 19,5 por cento, depois da queda de 20,8 por cento para o mínimo histórico de 0,642 euro.

A Portugal Telecom SGPS enfatizou que nem a retirada da oferta pública de aquisição de ações (OPA) da empresa Terra Peregrin, da empresária angolana Isabel dos Santos, nem a publicação de um relatório da consultoria PwC sobe as relações financeiras entre a Portugal Telecom e o Grupo Espírito Santo provocavam a necessidade de adiar a assembleia.

A Portugal Telecom SGPS é a maior acionista da Oi, com participação de 25,6 por cento. A Oi é, por sua vez, dona da Portugal Telecom, para onde foram transferidos os ativos físicos de telecomunicações no âmbito da fusão entre a operadora brasileira e a Portugal Telecom SGPS.

A Oi fechou acordo para vender os ativos portugueses à Altice por 7,4 bilhões de euros, mas a alienação está condicionada à aprovação dos acionistas da Portugal Telecom SGPS.

O Conselho da Portugal Telecom SGPS frisou, no entanto, que "a aprovação, por parte dos acionistas, da venda da Portugal Telecom, representará o abandono do objetivo de existência de 'uma operadora de telecomunicações líder, cobrindo uma área geográfica de 260 milhões de habitantes e cerca de 100 milhões de clientes', conforme tinha sido divulgado ao mercado no dia 2 de outubro de 2013".

O Conselho disse que foram divulgadas notícias indicando a possibilidade de reversão da fusão com a Oi, mas ressaltou que os pareceres jurídicos solicitados pela empresa, no Brasil e em Portugal, não foram "unânimes".   Continuação...