Presidente de assembleia da Portugal Telecom SGPS defende fim de fusão com Oi

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015 18:10 BRST
 

LISBOA (Reuters) - O presidente da mesa da assembleia de acionistas da Portugal Telecom SGPS defendeu o fim da fusão com a Oi sob o argumento de que os contratos da combinação não foram cumpridos após a operadora brasileira ter fechado acordo para vender os ativos portugueses recém incorporados ao grupo europeu Altice.

Em carta enviada ao presidente da Portugal Telecom SGPS, datada de 6 de janeiro, à qual a Reuters teve acesso, António Menezes Cordeiro disse que "o descumprimento permite à Portugal Telecom SGPS, tanto pela lei portuguesa como pela brasileira, dissolver o contrato".

Cordeiro disse ainda que a assembleia para analisar a venda dos ativos, marcada para 12 de janeiro, deveria ser cancelada.

"Os acionistas da Portugal Telecom SGPS têm tudo a ganhar com a dissolução do contrato. Apenas por falta de informação poderão pensar diferentemente", escreveu o presidente da mesa da assembleia de acionistas.

Segundo ele, a dissolução seria retroativa e colocaria a Portugal Telecom SGPS na mesma posição em que estava antes do contrato ser assinado, recuperando a totalidade dos ativos portugueses de telecomunicações e devolvendo as ações da Oi que recebeu em troca.

Cordeiro disse que, portanto, a assembleia deveria ser cancelada, com agendamento de outra tendo como primeiro ponto de análise a dissolução do contrato com a Oi e o segundo a apreciação da venda da totalidade do capital da Portugal Telecom à Altice pela Oi.

"O segundo ponto seria discutido se o primeiro não for aprovado. Logicamente, dissolvido o contrato retroativamente, nada mais há a autorizar", declarou.

Apesar disso, na quarta-feira o Conselho de Administração da Portugal Telecom SGPS anunciou que mantém em 12 de janeiro a assembleia para deliberar sobre a venda dos ativos portugueses à Altice, mas alertou que a aprovação da venda representará o abandono dos termos de fusão com a Oi.

O Conselho disse, no entanto, que os acionistas podem suspender a assembleia, se desejarem, durante o seu curso.   Continuação...