Obama propõe leis de proteção de dados enquanto comando militar era hackeado

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015 21:33 BRST
 

WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse nesta segunda-feira querer trabalhar com o Congresso em novas leis para proteger mais a privacidade dos norte-americanos e as informações que eles deixam no rastro de operações com celulares, computadores e outros equipamentos.

Como exemplo da ameaça representada por hackers, enquanto Obama falava, a conta de Twitter do Comando Central dos EUA, setor que comanda as ações militares no Oriente Médio, foi hackeada por alguém que se mostrou associado aos militantes do Estado Islâmico.

A Casa Branca disse que a ação hacker estava sendo investigada, mas assinalou que a invasão de uma conta de rede social traz menos riscos do que grandes violações de dados.

Obama disse que há um risco inerente nos negócios on-line. “Grandes empresas são hackeadas. A informação pessoal, incluindo informações financeiras, é roubada. E o problema está crescendo e nos custando bilhões de dólares.”

O presidente propôs um novo padrão nacional em que as empresas teriam 30 dias para avisar os consumidores sobre a descoberta de uma violação de dados que comprometesse informações pessoais.

Ele também pediu ao Congresso para transformar em lei um projeto sobre os direitos de privacidade do consumidor, proposta que a Casa Branca elaborou em 2012 para dar aos consumidores maior poder na definição de como as empresas colhem e vendem dados que as pessoas deixam nas suas operações on-line.

Obama também disse que deseja impedir empresas de softwares educacionais de vender dados que elas coletam de estudantes vias programas e aplicativos.

As propostas de Obama são um ensaio para o discurso sobre o Estado da União, marcado para 20 de janeiro, no qual ele vai procurar destacar áreas de possível acordo com os republicanos, que controlam o Congresso.

(Reportagem de Roberta Rampton, Alina Selyukh e Jeff Mason)

 
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, participa de um evento em Washington nesta segunda-feira. 12/01/2015 REUTERS/Larry Downing